Suasa se prepara para atuar no Extremo Oeste

Sistema Único de Atenção à Sanidade Agropecuária se torna uma importante opção para o desenvolvimento do município e dos agricultores familiares

O Suasa (Sistema Único de Atenção à Sanidade Agropecuária) é um sistema de inspeção sanitária que permite a legalização e implementação de novas agroindústrias, facilitando a comercialização dos produtos industrializados localmente no mercado formal em todo o território brasileiro. Os produtos inspecionados por qualquer instância do sistema Suasa podem ser comercializados em todo o território nacional. 
A adesão ao Suasa pode ser de forma individual, onde cada município solicita sua inclusão, ou de forma coletiva, através de um consórcio de municípios. No extremo oeste catarinense, o Consad (Consórcio de Segurança Alimentar e Desenvolvimento Local) é o consórcio responsável pela adesão ao Suasa. O diretor administrativo do Consad, Silvio Diehl, explica que recebeu no fim de junho a visita de técnicos da superintendência do Ministério da Agricultura e Abastecimento de Santa Catarina, que fizeram a primeira etapa de inspeções. “A inspeção teve como objetivo a adesão ao sistema brasileiro. Estão sendo preparados o consórcio, os empreendimentos e os técnicos para de fato começarem a executar os serviços do Suasa”. Ele explica que primeiramente foram discutidos quais os municípios que aderiram ao rateio. De acordo com Diehl, esses recursos do rateio servem para custear os profissionais que atuam no Suasa.
A vantagem da adesão em consórcio de municípios é que a estrutura do serviço, que inclui a equipe técnica de inspeção, veículo, computador, telefone e sala de trabalho, poderá ser a mesma para todos os municípios que fazem parte do consórcio. Neste caso, os custos são divididos entre os municípios que o integram.
Após a aprovação final da adesão do serviço proponente ao Suasa, a notificação é publicada no DOU (Diário Oficial da União). A partir deste momento, a saúde dos animais, a sanidade dos vegetais, a qualidade e segurança higiênico-sanitária e tecnológica dos produtos a serem consumidos, estarão asseguradas.
Dos 19 municípios da Ameosc (Associação dos Municípios do Extremo Oeste de Santa Catarina), 14 assinaram o contrato de programa e sete deles tem assinado o contrato de rateio de serviços do sistema Suasa.
O diretor administrativo do Consad diz que existem aproximadamente 14 unidades nos municípios de Dionísio Cerqueira, Anchieta, Guaraciaba, São Miguel do Oeste, Iporã do Oeste, Tunápolis e Mondaí. “Priorizamos aquelas que estão de fato em condições de auditagem, tem algumas que só devem ser concluídas talvez no fim do ano. Mas nesse meio tempo, outras unidades estarão entrando e sendo acompanhadas”, comenta.
A expectativa é de que o Suasa possa começar a funcionar no Extremo Oeste nos próximos 60 dias. No entanto, Diehl comenta que é fundamental que as agroindústrias cumpram as medidas determinadas. “Esse prazo depende exclusivamente dos empreendimentos; se elas cumprirem o ritual que estão sendo recomendadas e obedeçam criteriosamente todos os passos determinados, podemos começar com o Suasa em 60 dias”, declara. 

 

Anterior

Auxílio para estudantes

Próximo

Guaraciaba necessita de doadores de sangue

Deixe seu comentário