Seu próprio umbigo
A noite de segunda-feira, dia 10, foi decisiva no que se refere ao que poderá acontecer na região no próximo ano com relação ao Estado.
Discutiu-se o orçamento 2012 do Governo do Estado, apresentado pelo governador Colombo à Alesc (Assembleia Legislativa) e as prioridades ali elencadas.
Desde 1997, Santa Catarina tem o orçamento regionalizado, fazendo com que a Alesc vá até as regiões e discuta o que elas têm como prioridade. Um fórum adequado para inserir e sugerir emendas aos deputados, antes da votação do orçamento. Fazer as defesas de cada município da região, das dificuldades em todos os setores é o que se espera das autoridades constituídas, eleitas pela sociedade regional e ali apontar sem restrição, egos ou defesas político-partidárias, o que de fato necessitam para crescer e melhorar. É o momento de se associar aos deputados da região no que tange ao que queremos para nós. Mesmo que seja uma discussão anual apenas. Mas é um tempo onde as defesas DEVEM ser colocadas à mesa. E o que não couber no orçamento se permita ser defendido lá em Florianópolis e em Brasília, num maior tempo possível, pelos representantes da região, os deputados.
Tivemos a presença de 25% dos deputados. Os daqui da região, participaram todos e ouviram os anseios dos municípios das SDRs da Itapiranga, Dionísio Cerqueira e SMOeste. Uma excelente representatividade.
Mas onde estavam os líderes do extremo oeste? Apenas os três secretários regionais são os líderes da região? Apenas o prefeito da maior cidade, Nelson Foss da Silva e uma vereadora de Paraíso? Somente estes estiveram lá.
É vergonhoso saber que na semana que vem muitos dos prefeitos e vereadores da região gastarão diárias para ir a Florianópolis ‘defender ações’ para seus municípios, quando tiveram aqui a oportunidade de fazê-lo e ‘passaram em branco’. Só um prefeito de Dionísio até Itapiranga? Só uma vereadora? E os presidentes de entidades como associações comerciais, CDLs, sindicatos? Alías, onde estavam os defensores da segurança pública que tanto precisam discutir salários e qualidade para SC? Ou aqui no extremo oeste não temos problemas na Segurança? Não precisamos cobrar nada? Não precisamos melhorar os salários dos professores e dos policiais? E o FPM que se reduz no segundo semestre, servindo de justificativa para os municípios folgarem meio dia em praticamente todas as cidades, proporcionando ‘folgas forçadas’ para reduzir custos, não merecem discussão? Será que a falta de saneamento e os poucos investimentos na Saúde, como a falta de exames de média complexidade, que precisam sempre ser acionados judicialmente, não precisam ser salientados? E as defesas civis que estão sendo criadas não terão integração com o Estado? E os municípios com a economia essencialmente agrícola, não precisam de incentivos?
É certo que muito pouco do que se discute nestes momentos tem se efetivado. Mas a oportunidade jamais deve ser desperdiçada, de defesa da região, de demonstração de força, de pressão para uma mudança e para a aplicação correta dos recursos de acordo com aquilo que produzimos e merecemos.
A falta de representantes da região na audiência pública do orçamento regionalizado deixou claro o quanto cada um está preocupado com seu próprio umbigo e esquece que foi eleito para defender seu município e sua categoria.
Certamente é por isso que temos uma participação tão mesquinha no orçamento do Estado.
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