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Setor leiteiro amarga prejuízo bilionário em 13 dias de greve
O setor leiteiro é, provavelmente, um dos mais afetados pela paralisação dos caminhoneiros que dura 13 dias em SMOeste. "A situação não poderia estar pior", analisa o presidente do Sindileite-SC, Valter Brandalise, em entrevista à Folha do Oeste.
Impossibilitados de completar a logística que o setor requer para o funcionamento da cadeia produtiva, as indústrias pararam de produzir por falta de matéria-prima e também de espaço para armazenar os produtos. Enquanto isso, os agricultores não têm onde armazenar a produção do plantel não coletada pelos leiteiros por conta dos bloqueios, e se obrigam a descartá-la na maioria dos casos.
De acordo com o presidente do Sindileite-SC, a bacia leiteira do estado produz cerca de 6,5 milhões de litros de leite por dia, porém, com os bloqueios das rodovias, somente em torno de 30% chegou às indústrias. "A estimativa é que as perdas representem de R$ 10 bilhões a R$ 15 bilhões por dia em Santa Catarina", observa ao acrescentar que dificilmente esses valores serão recuperados pelas empresas e pelos produtores.
UM POSSÍVEL ALENTO
Desde novembro de 2014 os produtores de leite vêm sofrendo com a desvalorização do produto por conta do aumento da oferta. "Houve uma grande produção no Brasil chegando a 7% ou 8% de acréscimo, quando antes era somente de 2% a 3%. Isso pressionou o mercado para baixo e criou uma temporada muito ruim", explica Brandalise complementando que, agora, chegou o período da entressafra quando, normalmente, acontece uma recomposição dos preços. "A greve vai provocar uma falta maior de leite no mercado e pode confirmar a expectativa de aumento do preço do litro de leite a partir de março", assinala avisando, entretanto, que não há como fazer uma projeção palpável diante das instabilidades do cenário.
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