Setor da construção tem alta nas vendas
Na região, levantamentos apontam estabilidade na movimentação do setor
Através do levantamento de dados feito pela Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção), foram divulgados os números na tarde de ontem, dia 1º, que apontam o crescimento nas vendas do setor. No ano de 2010, a indústria de materiais de construção vendeu R$ 105 bilhões.No varejo, as vendas cresceram quase 14% em relação ao ano de 2009, fechando em R$ 52,2 bilhões.
A pesquisa também aponta que a região Norte é a que apresentou forte alta em 2010. Essa expansão superou a marca de 44%, sendo que a média nacional é pouco maior que 20%. Já o Nordeste é a região que apresenta o crescimento das trocas na indústria, com alta superior a 17%. A média nacional nesta observação é de quase 15%.
IMPOSTOS
Com o aumento da movimentação, cresce também a arrecadação de impostos. Em 2010, foram mais de R$ 62 bilhões, isso representa 22% a mais do que em 2009. Para esclarecer, pode-se afirmar que no ano passado o crescimento da arrecadação de impostos foi de 16% acima da inflação.
SETOR
Quase R$ 300 bilhões. Esse é o valor do total de recursos gerados no ano passado. Esse número representa, na cadeia produtiva da construção, 8,1% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro. Entre 2009 e 2010, o PIB setorial teve um aumento superior a 15% acima do INCC (Índice Nacional de Custo da Construção), de acordo com informações da Fundação Getúlio Vargas. No mesmo período, o PIB da construção civil aumentou mais de 22%. Para o presidente da Abramat, Walter Cover, a taxa de investimento do país voltou ao patamar próximo ao registrado em 2008 antes da crise.
IMPORTAÇÕES
As importações atingiram novo recorde histórico, superando os níveis pré-crise em quase 30% e chegando próximo a US$ 6 bilhões. As exportações, por sua vez, foram de US$ 4,3 bilhões, 18% abaixo do registrado em 2008.
SÃO MIGUEL DO OESTE
De acordo com o proprietário da Bock e Cia., Wilson Raasch, nos dois últimos anos a venda está estável. A perspectiva é de que, para este ano, os números continuem assim. “Analisando os dados nacionais apresentados na pesquisa, posso afirmar que São Miguel do Oeste apresenta concordância, equilíbrio com os números”, afirma.
Com relação à indústria, Raasch destaca que houve uma falha no atendimento de entrega de alguns materiais.
“Sentiu-se falta principalmente na entrega de cimento. Algumas bitolas de aço também tiveram problemas na entrega. A indústria acabou não conseguindo atender a demanda”, relata. Esse aumento na demanda está diretamente relacionado com programas para a conquista da casa própria. O programa Minha Casa Minha Vida é o principal citado. Wilson acrescenta: “Esses programas que condicionam as pessoas com menor condições financeiras fazem com que haja o aumento de obras. É uma oportunidade para estas pessoas”, finaliza.
O setor vendeu R$ 160 bi e arrecadou R$ 62 bi em 2010
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