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Seminário de Piscicultura
Abordar as potencialidades da produção de peixes na região e esclarecer sobre a legislação ambiental foram os eixos principais do I Seminário Municipal de Piscicultura realizado pela Administração Municipal de Guaraciaba, através da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente, no último dia 22. O evento envolveu agricultores que já produzem peixes tanto para o consumo próprio quanto para comercialização e também interessados em começar a cultivar.
O engenheiro agrônomo e diretor do Frigorifico Priori de São Miguel do Oeste, Jairo Izé Junior, apresentou aos produtores as alternativas de mercado na região para o pescado de água doce. Segundo ele, o consumo da carne de peixe por pessoa no Brasil aumentou nos últimos anos e há falta de produto no mercado. Com a tendência de o consumo aumentar ainda mais nos anos seguintes, a perspectiva é haver aumento significativo também na produção de peixe em cativeiro. Conforme o engenheiro, a região tem potencial para absorver muito mais peixes, porém a maioria dos produtores não planeja a produção, não cultiva o pescado como deveria e nem se preocupa com o mercado, tornando a atividade inviável e sem retorno financeiro.
Segundo o secretário de Agricultura e Meio Ambiente, Jair Pedro Henkes, em Guaraciaba há cerca de 100 hectares de área alagada e cerca de 300 produtores que cultivam essencialmente para o consumo da família. Para Henkes, o município tem potencial para produzir mais, porém precisa planejar melhor o cultivo para que a atividade torne-se rentável ao produtor. Entre as metas da Secretaria para o próximo ano está capacitar os produtores que estão e querem desenvolver a atividade e também prestar assistência técnica desde o momento que o alevino é solto no cativeiro.
Legislação ambiental
A legislação ambiental foi abordada no Seminário pelo engenheiro agrônomo da prefeitura, Leonir Dilly. Ele orientou os agricultores quanto às procedências a serem tomadas em caso de limpeza em açudes ou bebedouros, pois para qualquer modificação no reservatório é necessário licença ambiental. Dilly orientou que antes de solicitar o pedido de licença ambiental para a Fatma, é preciso certificar-se de que há reserva legal averbada na escritura. Quem efetuar modificações sem a licença poderá ser autuado pelos órgãos ambientais.
A Secretaria de Agricultura dispõe de um profissional para auxiliar e orientar os agricultores a encaminharem a licença ambiental. A solicitação é feita na Secretaria e a equipe fará uma vistoria in loco, fará o diagnóstico e elaborará o projeto para a Fatma. Com a licença ambiental o proprietário poderá efetuar a limpeza do açude, retirar o lodo e consertar a barragem. Neste caso, por ser área consolidada, mesmo estando em Área de Preservação Permanente (APP), a Fatma emite a licença. Conforme a legislação não é permitido fazer novos açudes em áreas de nascentes e banhados. Em caso do agricultor querer criar peixes terá que canalizar a água da nascente até um tanque de criação.
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