Hospital Regional: inaugurado e abençoado 

Hospital Regional: inaugurado e abençoado 
Folha do Oeste

O Hospital Regional Terezinha Gaio Basso, de São Miguel do Oeste, está definitivamente inaugurado. Solenidade ocorreu na manhã de segunda-feira, dia 27, com a presença expressiva da comunidade e de autoridades regionais e estaduais. A partir de agora, administração fica por conta da Sociedade Hospitalar Beneficente São Camilo. Antes do encerramento, o governador do Estado, Leonel Pavan, solicitou que a placa inaugural seja refeita. Pediu que na nova placa seja colocado o nome do ex-governador e senador eleito, Luis Henrique da Silveira (PMDB). Pavan foi cordial e salientou o trabalho re

Sob benção e com festa, Pavan inaugura HRE
 
O Hospital Regional Teresinha Gaio Basso de São Miguel do Oeste foi inaugurado na manhã da última segunda-feira, dia 27. Governador do Estado, Leonel Pavan, consolidou o ato perante a um público expressivo
 
 
A organização social Beneficência Camiliana do Sul, por meio da Associação Hospitalar Peritiba/SC, assume, oficialmente, a administração do Hospital Regional de São Miguel do Oeste. Com a benção do padre Luciano Paulo Gattermann, da paróquia de São Miguel do Oeste, o contrato foi assinado e o HRE está oficialmente inaugurado. Atendimentos iniciam no dia 17 de janeiro com os serviços de urgência e emergência. Funcionamento pleno com todos os serviços deve ocorrer em oito meses.
Comunidade, autoridades regionais e estaduais prestigiaram a inauguração da obra física de uma das maiores necessidades do Extremo Oeste, que foi anteriormente prevista para inaugurar em 20 de dezembro. Após pronunciamentos oficiais, que encerraram por volta das 12h30, foi servido um coquetel comemorativo com doces, salgados, refrigerantes e espumantes.
Com agenda apertada, Pavan, acompanhado do ex-governador e senador eleito, Luis Henrique da Silveira (PMDB), do atual secretário de Estado da Saúde, Roberto Hess de Souza, e, do sucessor de Hess de Souza, o médico Dalmo Claro de Oliveira, realizou a última vistoria pelos corredores do HRE. Junto deles, também estavam os representantes da São Camilo, autoridades locais, regionais e comunidade.
 
GESTÃO
A organização social responsável por administrar o Hospital Regional é a Associação Hospitalar Beneficente Peritiba, que pertence a Beneficência Camiliana do Sul, com sede em Concórdia/SC.
Conforme o diretor regional adjunto da São Camilo, Wilson Ascêncio, a diretoria acredita que o prazo de funcionamento estabelecido em 17 de janeiro será cumprido. ?Acreditamos que vai dar certo. Existem algumas adequações a serem feitas para a instalação final dos equipamentos?, comenta. Segundo ele, as instalações já foram agendadas. O diretor explica que, primeiramente, os técnicos das empresas que venderam os equipamentos farão uma visita para avaliação, e, se possível, já montarão os equipamentos. Do contrário, retornam após a o término das adequações. ?As empresas que vão montar também precisam oferecer um treinamento aos funcionários?, frisa. Quanto à equipe médica, Ascêncio esclarece que o quadro de especialistas está em processo de composição, sob a coordenação do médico de São Miguel do Oeste, Hugo Ricardo Schünemann.
De acordo com Schünemann, a equipe técnica está bem encaminhada. Segundo o médico, as especialidades vão poder oferecer um bom suporte para os atendimentos de urgência e emergência, plantão clínico, plantão cirúrgico e prevenção. Ele destaca que cerca de 30 médicos já compõem a equipe, que deve chegar a 40 médicos, onde alguns possuem as especialidades formadas, outros ainda estão em formação. Schünemann ainda explica que alguns profissionais são de outros municípios em razão de que São Miguel do Oeste, sozinha, não atende a demanda. O médico entende que o grande problema do HRE está nas internações clínicas, onde o Estado provavelmente comprará serviços em outras cidades da região, como por exemplo, nos casos graves que necessitem de UTI.
 
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
De acordo com Ascêncio, a primeira fase de atendimento do Hospital Regional consiste nos trabalhos de urgência e emergência. Conforme ele, esta fase compreende um trabalho de 24 horas divididos em três turnos, onde cerca de 80 funcionários farão o revezamento de turno. Quanto aos leitos, o diretor argumenta que, por enquanto, estão à disposição, somente 10 leitos de observação. As UTIs e os outros leitos devem ser ativados após o funcionamento pleno do HRE.
 
CONTRATAÇÃO
A contratação das pessoas que irão compor o quadro de funcionários será efetivada pela São Camilo. Contudo, o processo de seleção de candidatos ocorre por meio de uma empresa de Recursos Humanos de São Miguel do Oeste, terceirizada pelos administradores.
Conforme uma das responsáveis pelas avaliações de currículos e entrevistas de candidatos, Marine Barbieri, a empresa ainda recebe materiais de pessoas interessadas em trabalhar no HRE, em razão de algumas vagas estarem em aberto. ?Existem algumas áreas que a gente tem recebido poucos currículos. As que a mais temos dificuldade, é com Técnico em Eletrotécnica, Técnico em Manutenção Eletrônica, Técnico em Raio-X e Tecnólogo em Manutenção?, revela.
Segundo Marine, os número de currículos já ultrapassam os 600 candidatos. ?Ainda existem umas 60 vagas?, calcula. ?Só para Técnicos em Enfermagem, são cerca de 40 vagas?, complementa. Conforme a psicóloga, o prazo para contratação está estabelecido para ocorrer até a primeira semana de janeiro de 2010. Quanto aos salários, Marine comenta que os valores variam de R$ 650 a R$ 2 mil.
Referente aos interessados em trabalhar no HRE, Marine destaca que os currículos devem ser entregues até a sexta-feira, dia 31, na Komportamentu?s Assessoria em Recursos Humanos na rua XV de Novembro, sala 203, Ed. Araques ou pelo e-mail: vagasdetrabalho1@hotmail.com. Após este prazo, o recebimento de currículos continua, porém, serão arquivados para possíveis contratações futuras. Maiores informações devem ser obtidas pelo telefone 49 3622 2887.
 
INÍCIO E MEIO
A idéia da construção de um Hospital Regional para o Extremo Oeste surge ainda no início da década de 1980, antes mesmo da inauguração do Hospital Regional de Chapecó (1986). Pessoas envolvidas com a saúde e com os interesses públicos da região, percebem, naquele tempo, que os gastos e as necessidades dos municípios com a saúde alertavam para a existência de um centro hospitalar de grande porte.
Entretanto, Hospital Regional começa a se tornar realidade a partir do início desta década, por volta do ano de 2002. O desejo do Legislativo de São Miguel do Oeste e dos prefeitos da região Extremo Oeste ganha força. Em 2003, o coordenador da Comissão Pró-UTI, advogado Luiz Pichetti, entrega ao governador, Luis Henrique da Silveira, uma solicitação que cobrava a execução de uma promessa de campanha: ?acabar com a ambulancioterapia?.
Em 2004, sócios-proprietários do Hospital São Miguel oferecem a casa de saúde ao Governo do Estado com a finalidade de que fosse transformado em Hospital Regional. A compra não ocorreu. Pouco tempo depois, era anunciado que o HRE seria construído em São Miguel do Oeste. Estava lançado o edital para a elaboração do projeto. Em abril do mesmo ano, técnicos da Secretaria do Estado da Saúde avaliam oito áreas e definem que o bairro São Gotardo seria o local para a construção.
A partir de 2005, o governador do Estado, Luis Henrique da Silveira, assina a compra do terreno e determina que o secretário de Desenvolvimento Regional, José Carlos Fiorini, a abrir concorrência pública para contratar a empresa que construiria o HRE. A área foi comprada ao valor de R$ 300 mil e mede 26 mil m2. Ainda em 2005, no início do último semestre, o projeto para a construção é concluído e apresentado à população. Contudo, antes da construção iniciar, algumas indefinições sobre as empresas habilitadas vêm à tona. Inclusive, denúncias de superfaturamento da obra, ocorridas no início de 2006. Neste ano, secretário de Desenvolvimento Regional passa a ser Luiz Basso.
Contratempos resolvidos, a responsabilidade por contratar a empreiteira passa do Governo do Estado para o município, sob comando de João Valar. As obras de terraplanagem iniciam e em maio de 2006. A empresa Concretil é apresentada com o a que propôs o menor valor para a construção da obra. As obras, no entanto, iniciam no final do junho, após a assinatura da ordem de serviço, por parte do Estado.
Em 2007, Luis Henrique da Silveira faz a primeira visita do ano e prevê término da obra para meados de 2008. Apos investimentos de R$ 5 milhões, surge denúncia de atraso na entrega da obra. Tal denúncia foi contrargumentada pelo secretário de Desenvolvimento Regional, João Carlos Grando. Ele enfatizou que o prazo de 18 meses para o término da obra contaria a partir do início de 2007, e não a partir do início da construção (julho de 2006). Por fim, o secretário demonstrou o desejo de inaugurar em setembro de 2008. Entretanto, neste período, o andamento da obra ainda estava em 40%.
No início de 2009, os investimentos do Governo do Estado no HRE já ultrapassavam os R$ 11 milhões. Em maio do mesmo ano, edital de concorrência para compra de equipamentos é anunciada. Nesse período, já era estudada a forma que o hospital seria administrado. Eram duas, as possibilidades: controle público onde o Estado selecionaria e contrataria os funcionários; ou então administração terceirizada por meio de uma organização social.
Em 2010, ainda no início do ano, as certezas de que os Hospital Regional de São Miguel do Oeste entraria em funcionamento, começam a aumentar. Em fevereiro, é fundada, em São Miguel do Oeste, a ONG Amigos de Terezinha Gaio Basso (Terezinha Gaio Basso é nome dado ao Hospital Regional como forma de homenagear a mulher do ex-prefeito de São Miguel, Luiz Basso. A ex-primeira dama desempenhava forte papel social no município).
No início do mês de março, a inauguração do Hospital Regional é novamente anunciada para o dia 30. Logo depois, é lançado edital para a escolha da entidade responsável por gerir o HRE. Nenhuma entidade aparece para assumir a responsabilidade. Em junho deste ano, operários da Concretil (empresa que constrói a obra) cruzam os braços em função de salários atrasados. A Concretil alega atraso por parte do Estado. Dois meses depois, o impasse é resolvido e os trabalhos retornam lentamente.
Após a retomada dos trabalhos, em setembro, o Hospital Casa Vitta, de São Miguel do Oeste, anuncia que não atenderá mais pelo SUS (Sistema Único de Saúde). O atual governador, Leonel Pavan e o prefeito de São Miguel do Oeste, intervém e garantem atendimento até fevereiro de 2011. Ainda em setembro, começam as especulações para saber quem será a organização social que administrará o HRE. Tal entidade é conhecida em novembro, onde a Beneficência São Camilo do Sul é a vencedora do processo licitatório.
Com 95% da obra concluída, inicia novamente a contagem regressiva para a inauguração. A data é marcada para 20 de dezembro. Equipes da concretil e da São Camilo (que atua no hospital desde o final de novembro) trabalham dia a dia para concluir e inaugurar na data postergada para 27 de dezembro. Inauguração ocorre, contudo, atendimento será somente a partir de 17 de janeiro.
 
Com a palavra...
Leonel Pavan, governador do Estado: ?É uma obra que vinha há muito tempo se arrastando, mas que, felizmente, marcamos a data, e aqui estamos. É uma alegria imensa para todos nós. Viemos aqui e dissemos que iríamos entregar grande parte do hospital neste ano, e cumprimos. Não temos débito com nenhuma empresa, com nenhuma instituição. O Governo encerra entregando as obras que assumira, e mais, com as contas em dia. Já está no orçamento, o restante necessário para a conclusão definitiva do Hospital Regional. Os recursos estão totalmente garantidos em caixa para concluir este hospital que é um exemplo para Santa Catarina. A questão de ampliação é outra coisa. Tem que haver um novo projeto de ampliação e licitação. Estamos cumprindo e temos recursos para terminar todo este hospital, concluindo o projeto que foi licitado e está no edital. Isso dá a impressão de que o governo está iniciando, porque continuamos com o pé no acelerador. Temos muitas obras para entregar?.
 
Roberto Hess de Souza, secretário do Estado da Saúde: ?É um prazer estar aqui para inaugurar este hospital que é mais que uma necessidade para a população. Agora começamos o trabalho efetivamente, pois entregamos uma obra física com um gestor que vai fazer com que o hospital tenha um funcionamento gradativo. O Samu passa para cá, na área específica do Samu, e gradativamente, vão ser abertas as áreas de internação, toda área de cirurgia, toda área da pediatria. Também estudamos a possibilidade de trazer a maternidade para cá. Hoje, em conversa com o Dalmo de Oliveira, pensamos em aumentar o número de leitos, talvez até mesmo dobrar em um período curto de tempo?.
 
Wilson Bratkowski, secretário de Desenvolvimento Regional de São Miguel do Oeste: ?O que tem que ser colocado é a questão da entrega da obra para a São Camilo, ainda neste ano, e que vai, a partir de agora, administrar o hospital. Eu diria, ?nasceu o filho?. Agora, nós, da SDR, do Governo do Estado e da Secretaria Estadual da Saúde, iremos acompanhar o que vai acontecer nos próximos meses até a efetiva implantação de todos os trabalhos dentro do Hospital Regional. Tudo isso, juntamente da organização social que será a grande responsável pela implantação destas questões?.
 
Padre Justino Scatolin, superintendente da São Camilo: ?Com certeza estamos preparados. Imaginamos que podemos desenvolver um bom trabalho aqui. Vamos trazer um atendimento adequado e satisfatório para esta comunidade. Imaginamos encontrar aqui, uma comunidade tranquila, um povo amigável e que queira participar dos nossos trabalhos?.
 
Nelson Foss da Silva, prefeito de São Miguel do Oeste: ?A gente torce muito para que realmente essa obra venha a atender as necessidades da população. Mas com certeza o município de São Miguel do Oeste vai ser, como foi até o momento, parceiro para que este hospital não seja apenas esta bonita obra física. Vamos nos colocar como parceiro para buscar tudo aquilo que for preciso para que este hospital tenha todas as condições de fazer o melhor atendimento à nossa população?.
 
João Valar, ex-prefeito de SMO: ?Hoje comemoramos a inauguração. Tomara a Deus, que ninguém precise entrar aqui. Aos que entrarem, podem ter a certeza que muitas vidas serão salvas. Quero deixar um pedido ao governo do Estado, um governo novo, e ao governo federal, que é novo também, que não deixe faltar dinheiro. Se faltar dinheiro à essa entidade, vai dar problema. Isso foi feito com muito carinho, muito respeito, e agora, também queremos respeito. É um alerta!?.
Seminário de Piscicultura Anterior

Seminário de Piscicultura

Ampliado prazo de cessão de uso do Campo Municipal Próximo

Ampliado prazo de cessão de uso do Campo Municipal

Deixe seu comentário