Semae completa sete meses em São José do Cedro

Semae completa sete meses em São José do Cedro

Apesar das dificuldades enfrentadas no início do trabalho em sistema municipalizado, hoje o abastecimento de água está normalizado. Sistema comprovou ser rentável

Completam-se sete meses desde que o município de São José do Cedro assumiu a gestão do serviço de abastecimento de água e saneamento básico, criando o Semae (Serviço Municipal de Água e Esgoto). O convênio com a Casan, responsável até então pelo serviço, foi rescindido porque os gestores municipais perceberam a lucratividade e, em contrapartida, a falta de investimentos.

No início, a partir de primeiro de abril, o desafio era grande. Conforme conta o diretor-geral, Junior Kunz, os reservatórios estavam vazios e sujos, os equipamentos sucateados paravam de funcionar, os canos estouravam, enquanto a nova equipe ainda não tinha total conhecimento sobre o sistema e o serviço não podia ser interrompido. “Os primeiros 60 dias foram caóticos. Nós estávamos dois passos atrás. Mas, posteriormente a isso, nós conseguimos avançar um passo e mais um até equilibrar, e hoje a gente pode dizer que está um passo a frente. Com sete meses estamos trabalhando tranquilamente”, afirma.

Apesar de, em razão de alguns ajustes na contabilidade, o valor oficial arrecadado e o investido ainda não poderem ser divulgados, o diretor-geral do Semae garante que valeu a pena municipalizar. “Comprovamos que o sistema é rentável, tanto que já começamos a fazer investimentos no município com a aquisição de bombas reservas, a ampliação e a troca de rede, a modernização da estação de tratamento, por exemplo”, ressalta, ao lembrar que o retorno é mais abrangente ainda porque apenas duas empresas de fora participaram da licitação dos produtos utilizados pelo sistema.

 SAIBA MAIS

Atualmente,  cerca de 3.800 residências e estabelecimentos recebem água tratada pelo Semae. São tratados 108 mil litros de água por hora e, em média, a produção é concentrada em 17 horas. São 13 funcionários. O consumo é de cerca de 50 mil m³ por mês na cidade. O Semae trabalha com um percentual de 25 a 30% de perdas.

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