Proprietários temem descumprimento de prazos na obra da BR-163

Proprietários temem descumprimento de prazos na obra da BR-163
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Os proprietários de áreas afetadas temem que novamente os prazos para o pagamento das indenizações não sejam cumpridos. Obra não ficará pronta em 2015.

A obra de revitalização e ampliação da capacidade da BR-163, entre São Miguel do Oeste e Dionísio Cerqueira, já deu sinais de que tende a virar uma longa novela. Os prazos estimados para a conclusão não devem ser cumpridos. O primeiro, estipulado para março de 2015, certamente não será.

As datas previstas para o pagamento das indenizações aos proprietários de áreas afetadas pelas obras já foram adiadas várias vezes. A última promessa, feita para agosto, não se efetivou. Agora, segundo o presidente da Comissão dos Atingidos pelas Obras da BR-163, Pedro Trevisol, de Guaraciaba, o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) entregou uma listagem com 57 nomes e que receberiam as indenizações a partir da segunda quinzena de novembro.

“São 37 de São Miguel do Oeste e 20 de Guaraciaba. Eles fizeram as vistorias, levaram os documentos e analisaram os casos em Florianópolis. Não forneceram nenhum número de protocolo nem tiveram uma conversa prévia com os moradores para falar sobre valores e saber se aceitam isso. Também não seguiram uma ordem, de localização nem de prioridade. Dentre esses 57, nenhum envolve indenizações que tenham edificações, só áreas de terra”, critica, ao exemplificar que se os moradores não aceitarem, os processos voltam à estaca zero.

Os processos estão sob a responsabilidade da empresa Enprol, que elaborou o RGV (Relatório Geral de Valores). Segundo o Dnit, foram montados 60 processos e o primeiro mutirão de conciliação está previsto para novembro, com recursos assegurados da ordem de R$ 2,5 milhões. Vissilar Pretto, que assumiu a superintendência do departamento em maio deste ano, disse que a prioridade é para aqueles que já haviam autorizado a realização das obras em suas propriedades.

Entretanto, para Trevisol, ainda assim, todo o processo é duvidoso. “Não temos confirmação de nada. De cada 100 ligações feitas ao Dnit, consegui conversar uma vez sobre o assunto. Há mais de um mês estamos tentando agendar uma reunião para novembro e nada ainda”, desabafa, ao frisar que a preocupação é ainda maior porque há rumores de que a responsável pelas obras, a empresa Sul Catarinense, não estaria recebendo os pagamentos do Dnit e poderia abandonar a obra. “Em vez de eles mexerem em cinco quilômetros da rodovia e já deixarem pronto, por exemplo, danificaram ainda mais todo o trecho”, observa.

O Dnit foi questionado sobre as dúvidas dos afetados pela obra, mas até o momento, também não foi dada uma resposta.

 

 

 

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