A administração de São Miguel se manifestou, devido às acusações do vereador Flávio Ramos, através do secretário de Fazenda, Ivanor Simon. Sobre as denúncias de que o Executivo não estaria pagando os fornecedores, Simon disse que ocorreram alguns casos de atraso nos pagamentos. Ele afirmou que durante estes 18 meses de mandato, a atual administração tem efetuado diversos investimentos e ações, com empenhos para a execução de serviços. Simon revela que em 2010 foi utilizado um pouco além do projetado para o período para determinados meses e isso ocasionou um pequeno atraso nas demandas. ?Porém, as medidas corretivas já foram tomadas e estamos muito próximos da regularização deste fato?, disse.
Dos gastos com som e publicidade, o secretário relatou que ocorreu uma licitação com um valor para determinado período. ?Estamos usando isso de acordo com a necessidade. Não significa que todo o valor empenhado será gasto integralmente. Mas quando temos ações para executar, mostrar e divulgar para a sociedade, o valor será usado, pois a população tem o direito, e o município a obrigação de colocar isso à disposição. As empresas que prestam esse tipo de serviço também precisam receber?, alega.
Sobre a acusação de devolução dos recursos para obras, Simon argumentou que o município não devolveu nenhum recurso que estava à disposição para executar alguma obra. ?Em janeiro de 2009 devolvemos R$ 3,5 mil provenientes de um projeto da Ação Social de 2003. O dinheiro foi mal aplicado e o município se tornou inadimplente pela não prestação de contas de acordo. Em 31 de dezembro de 2008, São Miguel estava inadimplente e isso ocasionou perda de recursos de emendas parlamentares que chegam a R$ 700 mil. Com esses recursos, compraríamos uma motoniveladora. Tivemos que locar uma máquina que custou mais de R$ 300 mil no ano passado. Só aí o prejuízo passou de R$ 1 milhão?, disse
Simon revelou que os recursos para elaboração do projeto do Centro de Eventos chegaram somente no dia 15 de dezembro de 2008 e a administração anterior efetuou uma licitação dia 30 de dezembro, que teve de ser cancelada.
?Fizemos uma nova licitação e a empresa vencedora para a execução do projeto não conseguiu cumprir o contrato e tivemos que rescindi-lo. Por conta disso, foram devolvidos ao Estado os R$ 150 mil recebidos, com as devidas correções. O recurso para a construção da obra física nunca existiu. Havia apenas conversas que os recursos viriam de emendas parlamentares, mas em momento algum existiu o empenho desta verba. Já o projeto para a construção de pórticos teve duas licitações e não houve empresas se propondo a participar, pois o custo era maior que o recurso para realização da obra. Além disso, o Dnit não está mais liberando licenças e no perímetro urbano essa obra não faz sentido?, destaca.
Em relação ao 13º salário, o secretário afirmou que a legislação prevê que até o dia 20 de novembro sejam pagos 50% do vencimento, ou até o dia 20 de dezembro em cota única e, até os prazos que a lei prevê, ele garante que o pagamento será executado.
?Não existe fato que deixe a população intranquila devido à situação financeira da prefeitura. Muitos municípios já adotaram medidas cautelares visando o fechamento do exercício financeiro. Isso não é de hoje e São Miguel já fez isso em outras ocasiões. Vamos cumprir com os compromissos e não há motivo para pânico. Todos terão seus recursos assegurados?, finaliza Simon, relatando que a oposição tem todo o direito de fiscalizar, porém, isso não deve ser feito com inverdades ou informações tendenciosas.
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