Semana será marcada por temperaturas amenas e chuvas passageiras |
Secretaria quer envolvimento da sociedade contra a dengue
Somente este ano, a cidade registra 284 focos do mosquito da dengue, o que torna a situação preocupante. Para evitar novos registros, além de ações estratégicas da equipe da Saúde, é preciso mais envolvimento da comunidade
Estar entre os primeiros nem sempre é algo positivo. Exemplo disso é que São Miguel do Oeste segue no ranking dos municípios com maior número de focos do mosquito da dengue. Em segundo lugar no Estado, o município já registra 284 focos, ficando atrás apenas de Chapecó.
De acordo com a coordenadora do Programa de Combate à Dengue, Rafaela Perondi, com esse aumento diário de focos, SMOeste continua com risco de ter transmissão viral a qualquer momento. “Até então, não há nenhum caso confirmado no município.
Mas se chegar a ser identificado um caso da doença, corremos o risco de ter uma epidemia, pois há um número muito grande de mosquitos na cidade”, destaca.
Segundo ela, a situação é de alerta, pois durante todo o ano de 2013 o número de focos foi de aproximadamente 380, e este ano, em que se está apenas em março, o número já é de 284.
Conforme a coordenadora, até meados de maio a situação será preocupante devido à instabilidade climática. Hoje, o trabalho de combate ao mosquito está sendo feito diariamente por agentes divididos em 15 microáreas. Além disso, em uma parceria com as escolas, estão sendo realizadas ações específicas, inclusive de mutirões de recolha de lixo e orientações às famílias. Porém, mesmo neste trabalho, o que se tem percebido é que a maioria da população não colabora.
A agente Raquel de Freitas, que atua no Sagrado Coração de Jesus, Vila Basso e Morada do Sol, confirma o descaso dos moradores. Além de encontrar frequentemente lixos jogados nos terrenos baldios, ela destaca que em muitas residências o maior problema está no armazenamento da água da chuva. “As pessoas querem armazenar, mas não fazem isso de forma correta. Não tapam o recipiente.
Esse tem sido um dos maiores problemas neste período. Também encontramos grande quantidade de latas com água parada. Orientamos as famílias, mas quando retornamos a casa novamente identificamos o problema. O pedido é para que a população fique mais atenta e evite qualquer depósito de água parada”, declara.
Para a laboratorista e agente Neusa Zanatta, é preciso que as pessoas tenham um olhar mais consciente tanto para os lixos/recipientes em casa como na rua. “Basta evitar depósitos de água, e quando observar algum, virar o recipiente, desde uma tampinha até latões e lonas. É uma ação consciente que protegerá toda a população”, acrescenta.
Neusa também alerta para que profissionais de construtoras ou até pequenas obras fiquem atentos e evitem depósitos de água. Segundo a coordenadora Rafaela, de maneira geral a população não colabora e espera muito do poder público para resolver tudo. Mas é preciso mais conscientização. “Precisamos continuar trabalhando a prevenção, pois é melhor prevenir do que remediar”, assinala.
Mesmo com trabalho de combate que hoje é feito por meio do trabalho dos agentes, instalação de armadilhas e visitas em pontos estratégicos, além de orientações e palestras em grupos e escolas, todas as regiões da cidade possuem casos do mosquito. Qualquer quantidade de água parada já é suficiente para o mosquitos se instalarem, independentemente de a água ser limpa ou não.
UNIDADE SENTINELA
Para melhor investigar se há ou não casos de dengue em SMOeste, teve início nesta semana a Unidade Sentinela. A ação proposta pelo Estado objetiva que o profissional de Saúde destine um olhar mais sensível ao paciente com sintomas da doença. Neste sentido, médicos e equipes de Saúde foram orientados a solicitar exame para investigar a doença de todo paciente que apresentar febre alta e outros dois sintomas da dengue.
MULTA
Uma das formas de fazer com que a população colabore é por meio da cobrança de multa. Conforme a secretária Ilione, em abril haverá licitação de contratação de uma empresa que será responsável por fazer a limpeza de terrenos baldios no município. Sempre que houver a necessidade desta ação, o proprietário terá que pagar uma multa, de valor ainda indefinido.
Estuda-se também uma forma de cobrança de multas ao moradores que tiverem focos do mosquitos e depósitos de água encontrados em suas residências.
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