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SDRs e Casan assinam convênios para auxílio à estiagem
Valores serão destinados a pagamento de carros-pipa e apoio aos agricultores
O auxílio tão esperado pelos municípios de Extremo Oeste para amenizar os prejuízos da estiagem chegaram nesta semana. Na tarde da última quarta-feira, dia 13, os secretários de Estado de Desenvolvimento Regional de São Miguel do Oeste, João Carlos Grando; de Itapiranga, Jorge Welter; e Dionísio Cerqueira, Alcedir Casagrande, juntamente com o diretor Regional da Casan, Milton Sander, assinaram com 14 prefeitos da região os convênios de auxílio à estiagem, anunciados pelo Governo do Estado e pela Casan. Ao todo são R$ 165 mil para os municípios da SDR São Miguel do Oeste.
O Estado repassou R$ 10 mil para cada município atingido pela grave estiagem que assolou a região nos últimos meses. Já a Casan repassou valores diferenciados, dependo da gravidade de cada município. Na regional de SMOeste, Guaraciaba e SMOeste receberam cada uma R$ 15 mil de auxílio da Casan. Já Bandeirante, Belmonte e Descanso receberam R$ 10 mil cada. Paraíso recebeu R$ 5 mil. Conforme o diretor Regional da Casan, Milton Sander, os valores devem estar nas contas da prefeituras até a próxima quarta-feira, dia 20.
Sander também informou que em toda a área de abrangência da Regional da Casan, com sede em Chapecó, com 94 municípios, 53 cidades estão em Situação de Emergência, sendo que 41 delas receberam os auxílios. Ao todo serão cerca de R$ 500 mil disponibilizados pela Casan, em convênios que variam entre R$ 5 e 15 mil.
Segundo Sander, por legislação a Casan fica impedida de ajudar nos problemas no interior, mas são nesses locais que a situação é pior e por isso o dinheiro foi disponibilizado direto para as prefeituras. "Uma forma que nós encontramos de ajudar as prefeituras, para auxíliar os agricultores, já que na cidade a responsabilidade é nossa, foi através do repasse de dinheiro a fundo perdido para que os prefeitos possam contratar carros-pipa, possam custear combustíveis e outras ações a fim de minimizar os problemas da estiagem", enaltece.
O secretário João Carlos Grando enfatizou que tantos os recursos disponibilizados pelo Estado quanto os da Casan serão de suma importância para amenizar os problemas causados pela estiagem prolongada nos municípios da região. Segundo ele, a prioridade está nos agricultores, e com essa ação o Estado demonstra que está preocupado com a nossa região, mesmo apresentando dificuldades já que existiram problemas com as enchentes no final de 2008, estiagem agora e crise financeira mundial com queda na arrecadação.
PLANEJAMENTO
Essa não é a primeira vez que a região sofre com a falta de chuvas e provalvelmente não será a última, o que faz com que as autoridades se preocupem em ações para os próximos anos. Conforme Sander, existem planejamentos a curto, médio e longo prazos para que as consequências das estiagens sejam amenizadas nos próximos anos.
A curto prazo, e que foram utilizadas agora durante o período de estiagem prolongada, está o sistema de rodízio no abastecimento, o transporte de água com carros-pipa e a abertura de poços não profundos. A médio prazo estão os poços profundos, como o que está sendo perfurado em São Miguel do Oeste e deve abastecer o município e também Guaraciaba por até 8 anos, com captação de água no Aquifero Guarani na profundidade de mais de mil metros. A longo prazo estuda-se a possibilidade de instalação de uma adutora de até 9 km, que transporte água do Rio das Flores ou até mesmo do Rio das Antas.
Grando também destacou que a questão da seca é uma realidade a que todos precisam se habituar "Isso é uma constante na nossa região, que se não ocorrer em 2010, pode ocorrer em 2012, e então temos que estar prevenidos para enfrentá-las, por isso é que precisamos buscar alternativas futuras, como a perfuração do poço profundo de SMOeste, o levantamento hidríco em toda a região e também o projeto Revitalizar, para auxiliar os pequenos agricultores", ressalta.
O secretário enaltece também que todas as obras públicas do Estado já estão adequadas com a captação de água das chuvas e é preciso que a população tenha a amesma consciência. "Já estamos desenvolvendo um trabalho com a Secretaria de Educação em todas as escolas para criarmos um modelo pedagógico de manutenção dos mananciais, com projetos permanentes para que se eduque sobre a conservação da água e não só sobre a falta dela em alguns períodos. Temos que nos habituarmos e criar a consciência de reaproveitar e captar a água da chuva", destaca.
SANEAMENTO BÁSICO
No evento, Sander também informou que já está em andamento o projeto de saneamento básico para São Miguel do Oeste. A previsão é de que o projeto seja concluído até o final deste ano, para logo em seguida angariar fundos no Ministério da Cidades. Segundo Sander, SMOeste já possui um projeto de saneamento elaborado há mais de 10 anos, mas que já está defasado e não cobre nem 30% da área urbana. Esse projeto atual visa atender pelo menos 70% da área urbana e a expectativa é de que até o primeiro trimestre de 2010 a obra tenha início.
O projeto será todo implantado pelo passeio das vias, com obras que devem durar de três a quatro anos para estarem completamente concluídas. Com as obras do saneamento, também devem ser retomadas as obras de colocação das tubulações da rede de água tratada para os passeios, assim como foi feito em parte da Willy Barth no último ano. Conforme Sander, essas tubulações foram instaladas há mais de 20 anos e, na época, até por questão de economia, usava-se a canalização no meio da rua e assim levava-se a água para os dois lados, só que na época o fluxo de veículos e de peso era bem menor e agora as redes não resistem. "A Casan é a maior interessada nessa mudança já que, quando se rompe uma rede, a água se vai e, no caso, quem paga é a Casan pela água tratada que não chega para a população e nós, da empresa, não recebemos a fatura", enfatiza o diretor.
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