SC exportará carne in natura para EUA
Frigoríficos catarinenses conquistaram mais um mercado poderoso com a carne suína. O Estado deve começar a exportar o produto “in natura” para os Estados Unidos ainda neste semestre. O governador Raimundo Colombo recebeu a confirmação da negociação do ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, nesta terça-feira. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) também comunicou o reconhecimento do serviço de inspeção de carne suína do Brasil. Santa Catarina é o único Estado no país com permissão para exportar carne fresca por ser livre de febre aftosa sem vacinação. As exportações devem começar após a habilitação dos estabelecimentos comerciais e a realização de missões empresariais. A expectativa do Governo é vender 40 mil toneladas/ano a partir de 2012. O estado catarinense exporta cerca de 250 mil toneladas de carne suína por ano. Para prospectar novos mercados, SC vem realizando missões técnicas, como a recente viagem à Ásia. Em outubro de 2011, o governador manteve contato com os ministérios da Agricultura do Japão e da Coreia do Sul para negociar a autorização de exportação da carne suína catarinense. O Estado estima conquistar US$ 100 milhões com as negociações com a Coreia do Sul, terceiro país que mais importa carne suína, exportando 40 mil toneladas anualmente.
O deputado estadual Mauro De Nadal avalia a notícia de forma positiva e lembra que a conquista é resultado de um trabalho conjunto entre o Governo do Estado, cooperativas e criadores que se empenham para adequar-se às normas internacionais. No entanto, o deputado Mauro ressalta a importância de incentivar o consumo deste produto no mercado interno. “Há muitas regiões do nosso país em que a carne suína ainda não se popularizou. É fundamental buscarmos este espaço”, afirma o deputado. Ele lembra que um bom exemplo foi dado pelo estado de Santa Catarina que incluiu a carne suína no cardápio de instituições públicas como escolas, presídios e hospitais. Ainda, conforme o deputado, comercializar a carne suína no mercado interno trará segurança aos produtores que dependerão menos das oscilações do mercado internacional para vender sua produção.
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