Sacolas plásticas saem de cena em municípios da fronteira
Munícipes de Dionísio Cerqueira, Barracão e Bom Jesus do Oeste também aderiram à atitude ecologicamente correta
As sacolas plásticas deixarão de circular, a partir de fevereiro de 2012, também nos municípios de Dionísio Cerqueira, Barracão e Bom Jesus do Oeste. A decisão foi tomada em audiência pública na última semana com a participação de comerciantes, vereadores e prefeitos e da juíza da comarca de Barracão, Branca Bernardi. A audiência pacificadora teve dois momentos: o primeiro com os comerciantes e o segundo com os vereadores e prefeitos. Ficou decidido que a partir do dia 1º de fevereiro de 2012 não serão mais permitidas as sacolas plásticas nos supermercados e afins do comércio dos três municípios. A juíza realizou a audiência a partir da iniciativa da Faculdade da Fronteira e do Consórcio Intermunicipal da Fronteira, que lançaram a Campanha Cidadão Consciente - Compromisso Ambiental com o lugar onde vivemos.
SMOeste e região
Já o município de São Miguel do Oeste completou neste mês um ano sem uso de sacolas plásticas em supermercados, mercados, minimercados e açougues. A ação fez parte de um acordo entre os supermercadistas, o Instituto Catuetê, o Ministério Público e o Procon, firmado ainda em 2010. O Projeto ‘Sacolas Ecológicas e o Nosso Compromisso com o Planeta’, foi implantado com o objetivo de conscientizar as pessoas que as sacolas são grandes poluidoras do meio ambiente e teve boa aceitação.
No início do projeto, houve um período de adaptação, seguido de muitas reclamações, porém a iniciativa deu certo e serviu de exemplo para outros municípios. Ainda em 2010, os municípios de Itapiranga e Campo Erê aderiram à campanha e seus estabelecimentos também deixaram de fornecer as sacolinhas.
Desde março, munícipes de São José do Cedro, Guarujá do Sul e Princesa também convivem sem as sacolas plásticas. Conforme o presidente da Associação Comercial de Industrial e Câmara de Dirigentes Lojistas dos três municípios, que tomou a frente na campanha, Anor Malvessi, a população local aprovou a campanha e está cada vez mais habituada a levar a sacola retornável ao mercado. Anor lamentou o fato de alguns mercados terem voltado a distribuir sacolas plásticas, mas disse que isso não vai influenciar na campanha, pois a grande maioria dos estabelecimentos se conscientizou e está aprovando os resultados. “Algumas lojas de outros artigos, como roupas, calçados e utensílios também estão aderindo à nossa campanha, isso tudo graças ao apoio da sociedade”, destacou o empresário.
CUIDADOS
De acordo com a infectologista Priscila Garrido (CRM 16927), os cuidados higiênicos com as sacolas retornáveis são fundamentais. “É preciso ter a mesma atenção que se tem com as roupas, por exemplo - lavar frequentemente e mantê-las limpas”, aponta. Conforme a profissional, como as sacolas são de tecido, a umidade de alguns alimentos podem aumentar o número de bactérias, pois elas estão presentes em todos os lugares. “Quanto a bactéria E. coli, ela está em todo lugar, não exclusivamente nas sacolas. O problema diagnosticado na Europa é devido à mutação de uma cepa da bactéria”, destaca. Priscila salienta que as sacolas plásticas, quando úmidas, também podem ser locais propícios para bactérias; por esta razão, é preciso sempre estar atento aos cuidados de higiene com todos os recipientes em que são depositados os alimentos.
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