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Rua em distrito industrial se chamará Heitor Ciceri

Rua em distrito industrial se chamará Heitor Ciceri
Tiarajú Goldschmidt/Câmara de Vereadores

A Câmara de Vereadores aprovou em dois turnos o Projeto de Lei 57/2020, de autoria de Cássio da Silva (PSD), que denomina de Heitor Ciceri a Rua Projetada 2, localizada no Loteamento Distrito Industrial Rido Carlito Voltz, na Linha Emboaba. O projeto foi votado em 2º turno na sessão desta quinta-feira, dia 26, e agora seguirá para o prefeito para sanção.  

Heitor Ciceri nasceu em 13 de dezembro de 1943, em Vicente Dutra, no Rio Grande do Sul, filho de Clementina Vigoli Ciceri e Benedito Domingos Ciceri, e era mais conhecido como o popular Feio. Recebeu esse apelido ainda na infância por ser um menino muito bonito, loiro de olhos azuis e com um sorriso encantador que carregou consigo até seus últimos dias de vida.

Serviu ao exército de São Borja/RS e depois voltou para Mondaí/SC, onde começou a trabalhar em uma ferraria com o famoso Bock. Aproximadamente aos 27 anos de idade, ele se mudou com Bock para São Miguel do Oeste com sua 1ª esposa, Naseu, e seus dois filhos Zanette e Airton.

Em 1978, teve seu segundo casamento com Maria, em que teve mais dois filhos (Mauricio e Maximiliano). Na época tinha sociedade com Vasco Zatta como ferreiro. Em 1985 conheceu sua 3ª esposa, Fátima, e teve mais duas filhas, Edinéia e Juliana. Nos anos 90 desfez a sociedade com Zatta e alugou um galpão no bairro São Gotardo, onde montou sua própria ferraria, que mais tarde conseguiu comprar. Seus filhos chegaram a trabalhar com ele na ferraria e dois deles ainda atuam na área. Ele e Fátima se separaram em 2001.

A Ferraria Ciceri sempre foi a grande paixão do Feio. Muitas pessoas passaram por lá e compartilharam suas histórias com ele. Uma conversa, um chimarrão, um causo e um cuspe no pé eram marcas registradas de Heitor. Muito brincalhão e com um coração maior que ele, sempre ajudou na comunidade. Nas festas da igreja, da escola, sempre estendeu a mão a quem precisasse. São muitas as histórias de pessoas que chegaram até a família e que foram ajudadas por ele, sempre muito querido e amado por todos.

Outra paixão, além de sua profissão, era a política. Se candidatou a vereador, mas não ganhou. Nem por isso deixou de participar da política da cidade. Seu bordão era "vote bonito, vote no Feio".

E sua 3ª paixão, talvez uma das mais conhecida, era a música e a viola. Desde cedo tocava violão, mas foi com seu amigo Jusa que ele aprendeu a tocar a sua tão e amada viola. Quem nunca foi no bar do Alemão no bairro Andreatta e encontrou o Feio lá cantando com os filhos? Participou de vários festivais de música em São Miguel do Oeste e em cidades vizinhas. Guardava seus troféus sempre com muito carinho. Após sua partida, em um desses festivais foi feita uma homenagem para o Feio, que sempre participava.

Em agosto de 2016, veio o triste diagnóstico informando que Feio estava com câncer. Com uma expectativa de vida de uma semana, Feio permaneceu forte com o tratamento, superando as expectativas dos médicos já que apresentava melhoras significativas. Seguiu o tratamento na cidade de Lages porque um de seus filhos trabalhava em um hospital de oncologia. Entre uma quimioterapia e outra, ele se revezava entre Barra Velha e São Miguel do Oeste, onde estavam seus filhos e amigos. Mesmo doente ele nunca deixou de cantar, sorrir e querer a família sempre unida.

Foi forte até o final, mas infelizmente em 3 de abril de 2017 veio a falecer. Partiu deixando uma saudade imensa que permanece nos corações da família e dos amigos até hoje. O popular Feio deixou um vazio em muitos migueloestinos, que ainda hoje vão até a ferraria (que atualmente é do seu filho Maximiliano) e lembram e perguntam dele.

Feio tinha um coração imenso, tinha uma vida simples e gostava das coisas simples da vida. Adorava sua profissão de ferreiro, a qual tinha muito orgulho e era um excelente profissional. Amava a viola e as festas em família. Era um contador de histórias e piadas. Quem nunca ouviu falar do Feio da ferraria?

Heitor partiu deixando seis filhos, 11 netos, dois bisnetos, uma família e uma imensidão de amigos, que com certeza sempre lembrarão da pessoa maravilhosa que ele foi. Ter uma rua com seu nome é uma forma de deixar eternizado a grande pessoa que ele foi, não somente para a família, mas para a cidade também. Ele foi e é motivo de orgulho para toda sua família.


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