Rejeitado projeto da Casa Mortuária

Oposição alegou local impróprio para construção

Depois de mais de 80 dias tramitando na Câmara de Vereadores de São Miguel do Oeste, os vereadores votaram e rejeitaram nesta semana o projeto de construção da Casa Mortuária no município. A rejeição na 1ª votação do projeto, realizada na noite de terça-feira, dia 12, foi alegada pela inadequação do local destinado à construção. A decisão foi tomada por cinco votos a dois, com uma abstenção. Um dos votos contra foi de um vereador da situação.

Conforme os cinco vereadores que votaram contra o projeto, o terreno destinado à construção, localizado na Rua Marcílio Dias, no centro do município, não é o mais adequado para a obra, já que fica ao lado da Feira Livre Municipal, junto ao riacho Guamerim, além da falta de local apropriado para estacionamento. De acordo com o Legislativo, essa possível falta de estacionamento iria prejudicar empresas instaladas próximas ao local.

Os vereadores oposicionistas acreditam que se fosse feita uma consulta popular, 90% da população seria contra o lugar escolhido pela prefeitura. Além disso foi citada a falta de pareceres da Fatma e Polícia Ambiental. Os vereadores de oposição dizem estar cientes de que a obra é necessária e urgente, mas, no entender deles, tem que ser executada em uma área apropriada, preferencialmente afastada do centro.

Já a situação diz que o projeto não foi elaborado para discutir se o local é viável ou não, mas sua legalidade. Os vereadores enfatizaram que o arquiteto da prefeitura afirmou que a matéria é legal, resguardando-se as licenças dos órgãos ambientais. O mesmo foi dito pela Assessoria Jurídica do Legislativo. Conforme a situação, antes da escolha o prefeito se reuniu com 32 representantes das religiões do município. Ainda, de acordo com os dois vereadores situacionistas que votaram a favor, a opção pelo lugar levou em consideração a proximidade com as igrejas.

O prefeito João Valar, que na última semana havia manifestado preocupação com a demora para a apreciação na Câmara, informou que não irá se manifestar em relação à rejeição até a 2ª votação, que deve ser realizada na próxima terça-feira, dia 19. Anteriormente, o prefeito havia enfatizado a urgência da obra. \"A Casa Mortuária é atualmente uma necessidade urgente de São Miguel do Oeste. Vamos concretizá-la e atender a todas as famílias, só precisamos do apoio e agilidade dos vereadores para que entendam da mesma forma, aprovem a alteração orçamentária e possibilitem que o Governo municipal execute a obra\", salientou.

Justamente no dia da 2ª votação do projeto vence o prazo que a Vigilância Sanitária determinou para adequações do atual local onde são realizados os velórios, junto à Igreja Matriz. Conforme o gerente regional de Saúde, Volmir Giumbelli, ninguém vai ficar sem local para velar seus familiares; mas depois da votação do prazo vencido, uma nova solução deverá ser pensada.

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