Recursos para Ferrovia já estão previstos no PAC

Recursos para Ferrovia já estão previstos no PAC
Ilustração - Em SC, segundo dados do Dnit, apenas 5% das cargas são transportadas por ferrovias

Ferrovia Leste-Oeste teve projeto lançado há mais de 20 anos

O projeto de construção da Ferrovia Leste-Oeste, também conhecida como Ferrovia da Integração ou Ferrovia do Frango, já foi lançado há mais de 20 anos. Com a inclusão da obra no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), do Governo Federal, o plano de desenvolvimento da infraestrutura logística catarinense parece começar a sair do papel.

Para este e outros investimentos em ferrovias no território catarinense estão previstos R$ 5 bilhões para os próximos cinco anos. A perspectiva, segundo o deputado federal Pedro Uczai, que preside a Frente Parlamentar Mista das Ferrovias, é de que a construção do traçado ligando o porto de Itajaí até a aduana de Dionísio Cerqueira inicie em até três anos, após a conclusão dos estudos de viabilidade e do projeto de engenharia. Já a finalização das obras é cogitada para daqui a dez anos.

Em consenso com a necessidade de reestruturação da logística para a chegada de insumos e o escoamento da produção, nesta semana, a presidente da República, Dilma Roussef, anunciou um pacote de concessões no valor de R$ 133 bilhões. Neste, o Estado também está contemplado com o fortalecimento do tronco principal Sul, em linhas férreas que interligam Mafra ao Estado de São Paulo e até Maracaju, no Mato Grosso do Sul. “As iniciativas são importantes para o Estado porque, combinadas com a construção da Ferrovia do Frango - que está no PAC -, vai gerar a necessária interligação com o Centro-Oeste”, explicou o governador Raimundo Colombo.

Entretanto, o senador Casildo Maldaner entende que “as ferrovias mais importantes, que podem garantir a sobrevivência do agronegócio catarinense, ficaram de fora.” A referência é a chamada Ferrovia do Oeste, que faria a ligação dos centros produtores de grãos, como o estado do Mato Grosso, aos produtores de aves e suínos do oeste catarinense, que teriam uma logística mais barata para comprar a matéria-prima das rações e para exportar a produção. O parlamentar disse que encaminhará ofícios para solicitar a inclusão das obras nos planos de investimento.

O posicionamento manifestado pelo vice-presidente regional da Fiesc (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina), Astor Kist, é favorável aos investimentos no transporte ferroviário de cargas, já que este seria o segundo mais barato, atrás do transporte fluvial, inviabilizado no oeste catarinense.

Ele considera a construção da Ferrovia do Leste-Oeste como uma nova opção para o transporte de insumos até o Oeste e dos produtos industrializados até o litoral, por exemplo. Comenta, também, que essa iniciativa pode incitar a instalação de novas indústrias na região, inclusive aquelas que precisam trazer matéria-prima para a produção de outros lugares.

Para finalizar, o vice-presidente regional da Fiesc lembra a necessidade de mais investimentos no setor como a construção de ferrovias que possibilitem a chegada de insumos agrícolas produzidos no Centro Oeste até o oeste de Santa Catarina, até agora insuficiente na produção de grãos.              

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