BALANÇO ANUAL

Propriedades rurais precisam de gestão

Propriedades rurais precisam de gestão
Fotos Folha do Oeste

Com o objetivo de incentivar o planejamento econômico e social nas propriedades rurais, para a garantia de melhoria da vida dos pequenos produtores, a Fetaesc, por meio do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, em parceria com a Epagri e a Souza Cruz, desenvolve o programa Propriedade Sustentável. A iniciativa acontece há aproximadamente 11 anos e envolve diversas famílias de agricultores da região. Todos os participantes deste programa contam com orientações e acompanhamento constante, pois a ideia é incentivar o agricultor a realizar a contabilidade de tudo o que produz, e com isso, fazer novos planejamentos.

De acordo com o tesoureiro do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Lírio Lino Wathier, com base neste programa, a família do produtor consegue perceber qual atividade está dando lucro para se manter, e onde tem prejuízo. "Para muitas famílias, o programa tem resultado de forma muito positiva. O Propriedade Sustentável é muito importante, porque o agricultor consegue observar de forma detalhada as necessidades e avanços na sua propriedade. No interior ele tem uma vida melhor do que na cidade, e queremos com este trabalho e acompanhamento, mostrar qual o seu verdadeiro potencial. Acredito que se antigamente o agricultor tivesse uma contabilidade gratuita como essa, a comunidade do meio rural estaria muito melhor", destaca.

Atualmente, o programa envolve 240 propriedades, em 12 polos nos três estados do Sul. Na região, a iniciativa também envolve dezenas de famílias que são acompanhadas frequentemente, e foi com base neste trabalho desenvolvido e nos dados coletados entre 2017 e 2018, que nesta semana, o Sindicato, a Epagri e a Souza Cruz promoveram um encontro com os produtores de toda a região. Durante o evento realizado na AABB em São Miguel do Oeste, foi apresentado um balanço e a demonstração do ano agrícola. O propósito foi que todos juntos pudessem avaliar a realidade da agricultura local e debater como seguir planejando os avanços nas propriedades. Posteriormente, cada produtor também receberá informações específicas de sua propriedade.

Segundo o especialista de sustentabilidade da Souza Cruz, Rafael Siduoski, se percebe que o futuro da agricultura vai passar pela gestão. "O agricultor está precisando de maneira forte trabalhar a gestão das propriedades e fazer a contabilidade de tudo o que é feito, e esse é o nosso foco para os próximos anos, trazer ferramentas para que ele possa fazer gestão", destaca. Por meio do programa, o Sindicato, a Epagri e a Souza Cruz estão incentivando e auxiliando o produtor a como fazer esta contabilidade. "Acompanhamos ele, e mostramos como fazer essas contas, do que se investe, dos lucros e dos prejuízos, e é isso que ele precisa saber para poder se planejar, e planejar para onde seguir e onde investir", ressalta.

Conforme o especialista, essa contabilidade agrícola tem gerado bons resultados e já se percebe uma evolução no meio rural. "Muito mais do que mostrar a evolução da renda, queremos mostrar para o produtor que ele precisa fazer contas, pois muitas vezes eles trabalham sem um norte financeiro, o dinheiro entra e sai da propriedade e no fim ele não sabe o que fez o dinheiro. Ele tem um salário, uma remuneração e precisa avaliar isso. Já se percebe uma evolução na cultura do produtor, ele está percebendo que precisa fazer contas e que isso é importante para o planejamento", comenta.

De acordo com o analista de socioeconomia da Epagri/Cepa de Florianópolis, Léo Kroth, através desse acompanhamento por meio do programa Propriedade Sustentável, se consegue mostrar as vantagens da vida no campo, além da qualidade de vida, a remuneração é positiva também. "Mas, para haver conquistas é preciso analisar a situação. O produtor tem que entender cada cultivar como um negócio", explica o profissional.

Com base nos dados coletados no último ano, Léo salienta que se observou uma evolução do trabalho agrícola, e a importância da diversificação na propriedade, primeiro para a subsistência, e depois para ter um leque de culturas que resultem em rentabilidade. Além disso, também se percebeu que a mão de obra no interior também está diminuindo, portanto, é preciso planejar mais e arranjar fórmulas de otimizar as atividades no campo. "Para isso, a pequena agricultura terá que fazer a gestão nas suas propriedades. Esse é o caminho", afirma. 

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