Propriedade Sustentável encerra ano agrícola
O Clube Comunitário de linha Novo Encantado, interior de Bandeirante, foi escolhido para sediar, na última quinta-feira, as atividades de fechamento do ano agrícola do programa Propriedade Sustentável, uma iniciativa da Fetaesc, do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, da Souza Cruz e da Epagri.
Aqui na região, o programa foi desenvolvido com famílias agricultoras das cidades de Bandeirante, Paraíso, São Miguel do Oeste e Iraceminha. Várias lideranças de entidades e empresas acompanharam o evento, que teve início às 10h e encerrou às 15h30. O assessor de política agrícola da Fetaesc, Irineu Berezanski, relatou que este programa de desenvolvimento sustentável busca o equilíbrio do desenvolvimento econômico, ambiental e social com o foco no ser humano.
“A repercussão maior trata da qualidade de vida das pessoas no campo, igualando a qualidade com as pessoas que vivem no meio urbano. É uma síntese na busca do equilíbrio da qualidade de vida. Este programa é desenvolvido em outras regiões de Santa Catarina e já foi ampliado para os estados do Paraná e Rio Grande do Sul. Na última semana de novembro, estivemos na Colômbia, apresentando o programa para todos os países da América Latina e do Caribe, pois houve interesse de outros países”, destacou.
Berezanski explica que o agricultor que passa a integrar o programa Propriedade Sustentável muda a satisfação de produzir produtos com renda, muda o jeito de encarar a produção.
Na concepção dele, o produtor não é mais um agente passivo e sim um agente ativo em termos de planejamento da propriedade, onde toda a família planeja a produção com o técnico, que se torna facilitador, planejando a propriedade de acordo com as ações feitas pelas família. “Não é só mais o homem ou a mulher que participam deste programa, mas sim a família toda. Esta é a grande repercussão”, conclui.
O gerente de produção territorial da Souza Cruz, Altir Jung, explicou que as parcerias com Fetaesc, Sindicatos e Epagri, têm como meta melhorar a propriedade como um todo. “Convidamos alguns produtores para fazer parte do programa. Temos uma visão bem clara de que o gerenciamento destas propriedades melhorou muito, porque começaram a ser feitos controles de custo, onde pode ser visualizado o que pode trazer mais retorno.
Notamos a melhora nas famílias que fazem parte e por isso estamos expandindo a ideia para gaúchos e paranaenses. Não interessa o tamanho, a propriedade rural deve ser tratada como uma empresa”, destacou.
Representando a Epagri Regional, Paulo Maia parabenizou os produtores e empresas engajadas nesse processo, que deseja a melhoria na qualidade de vida através da integração e transformação social da comunidade rural. “É evidente que se garantirmos essas transformações com agregação de renda e sustentabilidade ambiental, as propriedades alcançarão, num futuro próximo, sua autonomia financeira e social. O ideal é ir ao trabalho”, resumiu.
Quem atua intensamente no programa por parte do Sindicato dos Trabalhadores Rurais é o tesoureiro Lírio Wathier. Para ele, no momento em que o programa está completando quatro anos, muita coisa foi melhorada. Ele confessa que imaginou que em um ou dois anos o programa iria parar, mas, ao contrário disso, cada vez existe um melhoramento e a motivação para isso continuar é a satisfação dos agricultores.
“O programa está se expandindo e aqui a região serve como exemplo para demais regiões do sul do Brasil. Este será o futuro da agricultura, pois os jovens agricultores estão vendo que podem seguir na atividade. Na verdade, o Propriedade Sustentável nada mais é que uma contabilidade na propriedade, que serve para auxiliar o agricultor a ver quais as atividades que são mais lucrativas. Para o agricultor participar, precisa produzir fumo e ser associado do sindicato. Queremos futuramente criar mais grupos para mostrar que ainda dá tranquilamente para se manter na agricultura”, encerrou.
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