INICIATIVA

Projeto leva leitura a 5,5 mil presos em SC

Projeto leva leitura a 5,5 mil presos em SC
Divulgação

Santa Catarina tem 5,5 mil presos participando do Projeto Despertar Pela Leitura desenvolvido no sistema prisional do Estado. Viabilizado por meio de uma parceria entre a Secretaria de Administração Prisional e Socioeducativa e a Secretaria da Educação, o programa estimula a reinserção social do interno, por meio do ensino e da literatura e pode resultar em quatro dias de remição de pena.

Para integrar o projeto e obter o benefício, não basta apenas ler o livro. Depois de participar de uma prova de nivelamento, os internos selecionados recebem as orientações e um livro, que deverá ser lido na cela em até 30 dias. Passado o período, retornam à sala de aula para escrever uma resenha. O texto é avaliado pela comissão de ensino da unidade prisional e atribuído uma nota, sendo que a média é 6,0. Se for aprovado, o documento é encaminhado para o juiz da Vara de Execuções penais, que concede ou não a remição de quatro dias de pena. 

Se o reeducando não conseguir alcançar a média, tem mais uma chance para escrever nova resenha, que se não alcançar a nota 6,0, o detento precisa começar outro livro. Cada interno pode ler até 12 livros por ano o que garante remição de 48 dias de pena.


Trabalho ajuda detentos a cursar ensino superior

Mas além promover a autoanálise, o projeto tem se mostrado bastante eficiente na melhoria da produção textual tanto que 160 internos estão cursando o ensino superior. Para a professora, o Despertar pela Leitura dá uma contribuição muito importante para os alunos no sentido de melhorar a redação, um dos requisitos fundamentais para o ingresso na universidade ou para aprovação no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e no Encceja (Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos). 

Os livros que fazem parte do projeto são selecionados e devem seguir critérios como contribuir para a formação intelectual do interno e não estimular a violência. "Oferecemos clássicos da literatura brasileira, internacional, realismo fantástico. romance e autoajuda", comenta a professora. 

Gerente de Desenvolvimento Educacional do Departamento de Administração Prisional (Deap), a agente penitenciária e pedagoga Josiane Melo assinala que, no início, o objetivo do interno é apenas a remição da pena. "Mas a partir do momento em que ele começa a ter contato com a literatura, em muitos casos, é possível notar uma mudança no seu comportamento para melhor", comenta.

Josiane destaca que muitos apenados não tiveram contato com a educação quando estavam em liberdade e têm possibilidade agora de acessar ações educacionais que podem contribuir para reestruturar a vida pessoal. "Nosso objetivo, enquanto estado, é devolver essa pessoa privada de liberdade para a sociedade, para a sua família, para sua comunidade com uma perspectiva de vida melhor do que quando entrou no sistema", finalizou.

Para o titular da SAP, Leandro Lima, a educação constitui-se também uma estratégia de segurança prisional. "Na medida em que podemos oferecer trabalho e ensino para o interno, ele começa a ter uma nova perspectiva de vida, se aproxima dos familiares e tem a possibilidade de recuperar os laços sociais."

Informações adicionais para a imprensa

Jacqueline Iensen

Assessoria de Imprensa

Secretaria da Administração Prisional e Socioeducativo (SAP)

E-mail: jacqueline.iensen@gmail.com

Fone: (48) 3664-5810 / (48) 99668-9634

Site: www.sjc.sc.gov.br

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