EDUCAÇÃO

Projeto auxilia professores com dicas de criatividade

Projeto auxilia professores com dicas de criatividade
Arquivo pessoal

O S.i.O.S é um projeto criado por dois professores de linguagens, e voltado para profissionais da educação, a fim de proporcionar uma construção de aulas mais dinâmicas. O nome S.i.O.S aulas criativas surgiu com a fusão dos nomes dos educadores e o objetivo que este projeto traz. Os Ss dos sobrenomes, o i tecnologias e informação e o O organização de planejamento.

Ele teve início ano passado, a partir de uma iniciativa de Gicele dos Santos e Jonatham Scholl, professores inconformados com o sistema de ensino. Ela é professora de Português e Inglês com especialização em gestão escolar. Scholl é professor de Inglês e especialista em práticas interdisciplinares. Eles informam que o objetivo é auxiliar os demais educadores com os conteúdos e atividades diferenciadas, instigando-os a fazer aulas criativas, para que os alunos se sintam atraídos a participar.

O projeto foi foi criado no começo do ano passado, com início às postagens por meados de julho de 2019, de acordo com Gicele. No entanto, a profissional informa que a ideia se originou quando os dois trabalharam juntos, em 2012, na Escola do Campo na Linha Dois Irmãos. A professora comenta ainda que desde lá tem trabalhado juntos muitas vezes, pois os dois entendem que há normas que precisam ser seguidas dentro das legislações municipais e estaduais, mas que há a necessidade de alinhar essas normas a uma forma mais descontraída de lecionar. "Então eu iniciei uma linha de pensamento de trabalhar com ideias criativas e que pudesse auxiliar colegas a pensar diferente sobre o âmbito da educação. Chamei o Jonatham no final do ano retrasado e falei para ele dessa minha ideia convidando-o para participar, ele aceitou, prontamente", conta a linguista.

Há diversos conteúdos que são divulgados pelos educadores. Primeiramente eram voltados para o ensino da língua inglesa, no entanto, depois de perceberem resultados, o foco passou a ser trabalhar de forma criativa em qualquer disciplina. Os professores disponibilizam alguns produtos, muitos deles gratuitos, que são atrativos para educadores. De acordo com o Jonatham Scholl, as práticas são, muitas vezes, ideias que surgem durante seu cotidiano no local onde leciona, o Senai de São Miguel do Oeste. As práticas que demonstram resultados positivos, ele divulga e cria produtos para o projeto.

Na página do Facebook são compartilhadas várias sugestões, algumas inclusive desenvolvem também outras aptidões dos alunos, como por exemplo trabalhos artísticos manuais. "Como tem vários tipos de inteligência, a gente gostaria que o profissional conseguisse entender que o aluno pode não ser apenas auditivo ou visual, como também pode ser sinestésico, e pode ter uma inteligência diferenciada, e dessa forma, as inteligências podem ser trabalhadas de outras maneiras" afirma Gicele.

A questão do envolvimento das crianças é, de acordo com a especialista, um destaque. "Quando eles encontram um professor com vontade, com gosto e com amor naquilo que está ensinando, faz uma diferença enorme, porque eles acabam se cativando ao querer aprender", explica e informa ainda que os estudantes ficam mais motivados, e com maior entendimento do conteúdo, principalmente no âmbito da educação infantil. "Para os adolescentes, é diferente. E a gente precisa envolver eles de outras maneiras, o que também está disponível na página. Cada um tem a sua particularidade e sua forma de aprender", comenta.

Antes da pandemia, a dupla já tinha o foco de introduzir tecnologias nas aulas, inclusive por isso o "i" da sigla, de acordo com a professora. Assim, com a Covid-19 e a adequação de ambientes de aula para salas virtuais, foi agregado valor a essa modalidade. "Ano passado a gente pensou em trabalhar de forma criativa com as tecnologias, e esse ano foi uma enxurrada que obrigou todo mundo a procurar", diz.

Como resultados dessas práticas, os profissionais informam relatos que já utilizam as técnicas e ferramentas e que veem que fica mais fácil o ato de ensinar "É algo mais atrativo, pois o aluno fica mais envolvido", informa Gicele. De acordo com Scholl, que dá aula de Inglês e Português "Não só no Enem, vejo o resultado deles na questão da resiliência em aprender o idioma. Em se desafiar e buscar mais e mais, pois entendem o quão importante é uma segunda língua", afirma o professor. Ele salienta que o resultado no vestibular é notável, pois trabalha com interpretação de imagem e texto, que são habilidades necessárias para essa prova.

A previsão do projeto, de acordo com os dois professores, é de aumentar o alcance, atingindo maiores públicos pelas redes sociais ao passo em que serão criados novos produtos - cursos - a serem disponibilizados para professores em vários níveis de conhecimento.


LGPD: Empresas precisarão se adequar Anterior

LGPD: Empresas precisarão se adequar

Campanha de raspadinhas dará R$ 30 mil em vale-compras Próximo

Campanha de raspadinhas dará R$ 30 mil em vale-compras

Deixe seu comentário