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Programa Jornal Educação e Cultura
Pedagogia do Programa.
Programa Jornal, Educação e Cultura
A velocidade das mudanças no mundo atual, em todos os aspectos, torna cada vez mais difícil ao ser humano adquirir competências para fazer frente a novas situações que exigem educação continuada e atualizações contínuas. Há incessantes críticas à educação que não consegue acompanhar este processo.
A Editora Jornalística Folha do Oeste propõe que o Programa Jornal Educação e Cultura, amplie o uso do Jornal como instrumento pedagógico. O Jornal Folha do Oeste tem sido usado há 11 anos na região extremo Oeste de Santa Catarina. O sucesso desta experiência estimula o Jornal a ampliar na região Oeste o uso do jornal na sala de aula, a partir deste ano, para mais outras cidades que já tem cobertura jornalística do veículo.
O programa consolidou-se com a aprovação dos educadores atendidos, a partir dos resultados da utilização do jornal na sala de aula, isto é, houve significativa melhora no fluxo, quantidade e qualidade na interpretação das leituras. A metodologia pedagógica adotada pelo programa tem como premissa o vínculo dos conteúdos didáticos escolares com os conteúdos informativos do jornal. Por meio desta atividade ocorre uma maior compreensão de conteúdos escolares pela conexão feita com notícias de locais, pessoas ou eventos familiares aos alunos. O programa colabora especificamente para reverter o quadro do baixo índice de leitura dentro e fora da escola e a falta de consciência de cidadania no contexto de comunidade, entre outras realidades. Assim, o uso do jornal em sala de aula tem o apoio e a certeza de utilização dessa alternativa por parte de professores e dirigentes educacionais das escolas e suas áreas administrativas.
A consciência que se tem de si é a base de formação da personalidade de cada indivíduo. O ser humano tem, a cada dia, a possibilidade de se aprimorar. O uso do jornal na sala de aula possibilita ao aluno encontrar-se com a vida, com as relações que o levam a crescer e a se desenvolver.
A integração do aluno ao local onde está inserido possibilita o entendimento do universal. Portanto, o local é levado ao universal e o universal impulsiona o local. Parte daí a necessidade de integrar os alunos ao mundo onde vive. “Os acontecimentos públicos são parte da textura de nossas vidas. Eles não são apenas marcos em nossas vidas privadas, mas aquilo que formou nossas vidas, tanto privadas quanto públicas”. (HOBSBAWN, p.14).
O uso do jornal como informação e reflexão possibilitam a ponte entre o mundo interior e o mundo exterior. E, quanto ao mundo interior há que se dizer: “integração do percebido, a síntese formada, é singular, dependendo do contexto em que essa percepção ocorre, da história de cada um, do estado de espírito do momento. E, conseqüentemente, o comportamento, a maneira de estar no mundo vai depender desse conjunto”. (JULIANO, 1999, p.37).
No processo de desenvolvimento há a ligação da utopia e do cotidiano, da teoria e da prática. Esse é o desafio que leva à construção humana liberal, livre para dividir e assumir responsabilidades. A linguagem do jornal é diferente da que é apresentada no livro. No jornal são acontecimentos que se renovam em todas as publicações, narrando fatos do cotidiano com os quais o estudante vive e convive. O livro não atinge essa velocidade de divulgação das informações. Além do mais, não só os conteúdos se distinguem, mas a linguagem utilizada pelo livro é diferente da que se apresenta no jornal, pela sua forma, construção, estrutura e contextualidade.
A parceria com as escolas pode viabilizar de um modo mais efetivo a estrutura de trabalho pedagógico no jornal, bem como a manutenção de assinaturas para este fim. Para viabilização do trabalho estarão envolvidos muitos profissionais. O jornal será usado por alunos em escolas públicas de cidades do interior do estado de Santa Catarina, já mencionadas acima. Esta é uma das maneiras de contribuir para a qualidade do ensino, dando maior significado na aprendizagem de conteúdos escolares e interesse pela leitura. Escolas ainda não atendidas pelo programa podem solicitar a sua inclusão no trabalho mediante a elaboração de documento de solicitação com esta finalidade. O atendimento pela SDR à solicitação deste Programa possibilitará a inclusão de aproximadamente 8015 alunos atendidos e beneficiados pelas ações realizadas pelo programa. O ideal é que alunos de todos os anos escolares recebam jornais com notícias locais atualizadas. Porém, inicialmente serão oferecidas assinaturas de jornais aos alunos de 1ª a 8ª séries do Ensino Fundamental. Alunos que desde cedo estão conectados aos acontecimentos de seu entorno serão adultos mais conscientes e responsáveis pelos destinos comunitários.
O benefício da informação traz para a população a consciência do espaço político, geográfico, cultural, econômico e social das comunidades em que vivem. Esse benefício é atingido por meio das notícias do jornal. Essa possibilidade é expandida para as famílias, após o seu uso na escola, o jornal é levado para casa. Com isso, ocorre a possibilidade de surgirem conversas em casa, sobre as notícias veiculadas no jornal, a sua relação com os conteúdos escolares e as reflexões sobre essas informações feitas com colegas e professores. Quando essa realidade ocorre desperta nas pessoas o interesse por soluções de problemas comuns, a exigência de ações por parte dos responsáveis pelos diversos setores da administração pública, em todos os níveis.
É nesse princípio de inovação e mudança, tão bem descrito por Gadotti, que os jornais são transformados em material didático. Através desta prática se percebe:
A criança aprende a falar vivendo situações de comunicação com as pessoas que a cercam; seu aprendizado se faz pela observação, pela imitação, pela auto-correção, pelas inúmeras tentativas de fala, desencadeadas, segundo Chomsky, pela capacidade inata no homem de “estruturar no cérebro o esquema lingüístico específico, ou seja, a língua a cujos dados é exposta”. “Isso nos sugere, segundo Luft, que aulas de linguagem não seja treinamento forçado, carregamento de fora pra dentro, mas criação de estímulo para que se liberem capacidades internas inatas”. As atividades que propomos com o jornal na sala de aula visam justamente a dar ao professor essa oportunidade de ensinar a língua de maneira pragmática, espontânea, partindo sempre de assuntos encontrados nos jornais que interessam os alunos ou cujo interesse o professor seja capaz de suscitar. (FARIA, 1994a, p.15)
Também ganha a empresa jornalística, quando educadores das escolas requisitam matérias de assuntos do interesse dos alunos e das famílias, porque favorece o interesse de leitura da comunidade: as realidades atuais da política, da economia, dos esportes, da agricultura, do turismo, dos Programas em andamento, das ruas públicas, ou até do circo que chegou à cidade. Informações que são do interesse da população nas matérias do jornal de sua cidade e vizinhança, cuja publicação terá sido viabilizada pela criação de um espaço exclusivo do programa dentro do jornal local. Produção esta que, de acordo com o programa, será orientada também pelos professores.
As escolas, com o apoio do jornal, poderão fazer campanhas em prol do bem comum. Poderia ser sobre coleta seletiva de lixo, plantação de árvores para preservação de margens de rios ou do tratamento adequado de dejetos dos animais. Nos cadernos especiais serão tratados assuntos específicos conforme necessidades de aprofundamento. (ex: meio ambiente, saúde, educação fiscal, valores éticos e morais...) Muitas outras ações surgirão da criação e da vontade individual ou mesmo da criação coletiva, advinda do apego ao seu local de origem e das necessidades comuns.
O Brasil é um país com grande potencial agrícola pela vasta extensão territorial que possui. A falta de conforto na vida familiar e de produtor leva muitas pessoas a migrar para cidades maiores onde há muitas opções de lazer, estudos e trabalho. Nas grandes cidades, o trabalho e o lazer são oferecidos em maior qualidade, quantidade e variedade do que no interior. Sabemos o alto e prejudicial custo social e financeiro desta realidade. Oportunizar maior comprometimento e integração às comunidades do interior e reverter este quadro é também uma das importantes funções do jornal e da escola em cada comunidade interiorana
O momento atual é de intensa multiplicação de tecnologias eficientes e variadas. Vivemos um novo mundo ágil, fascinante e globalizado. Entre as grandes demandas que ainda assolam a humanidade, inclusive em nosso país, é a informação continuar a ser um privilégio dos mais favorecidos. Contamos com a SECRETARIA para que, em parceria com o jornal e a escola, realizarmos um trabalho que permita fazermos diferença na formação das nossas crianças de hoje, futuros cidadãos brasileiros de um já próximo amanhã. O jornal do interior chega ao distrito, linha e localidades que na maioria das vezes inexistem
As empresas que apóiam o programa de Jornal e Escola dão um grande impulso não só para o ensino institucional, mas também para a educação de todos os leitores do jornal, promovendo ainda o fortalecimento e qualificação da imprensa interiorana.
A informação é um dos pilares da cidadania.
Não basta haver informação, se não houver acesso a ela!
O jornal impresso é, talvez, o veículo que possui relação mais estreita com os acontecimentos e transformações sofridas por uma determinada sociedade. Mesmo porque, é desses fatos que vive um jornal. Naquele pequeno espaço, sem os percalços do tempo, ele retrata a vida em todos os seus aspectos. A leitura, por alguns minutos, da primeira página ou a concentração mais atenta nas páginas seguintes, são escolhas que cada um pode fazer. O seu fácil manejo e relativa perenidade permitem que seja guardado por momentos, horas ou dias. O leitor de hoje quer assegurar-se da sua situação dentro dos acontecimentos. Isto só se consegue com o engrandecimento da informação.
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