Programa de habitação rural entrega 13 casas

Programa de habitação rural entrega 13 casas
Folha do Oeste - Moura (dir) disse que demanda é grande e momento é de liberar os projetos encalhados e não fazer novos

Em alguns casos, agricultores chegaram a receber R$ 23 mil a fundo perdido

Na tarde da última quarta-feira, dia 30 de junho, ocorreu nas dependências do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de São Miguel do Oeste, que abrange ainda os municípios de Barra Bonita, Bandeirante e Paraíso, o encerramento das atividades envolvendo três grupos de agricultores que foram contemplados com a reforma ou construção de novas residências, através do programa Minha Casa Minha Vida, uma parceria da Caixa Econômica Federal, Ministério das Cidades, Fetaesc (Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Santa Catarina) e sindicato. Segundo o presidente do sindicato, Joel de Moura, estas 13 casas estão prontas e esta última reunião abordou temas sociais, que são uma exigência do programa. “O subsídio variou entre as famílias contempladas. Algumas tiveram R$ 23 mil de fundo perdido e outras R$ 7 mil, mas o restante foi financiado. São dois modelos de casas, sendo uma de 56 m² e outra de 69 m². Isso veio melhorar bastante a qualidade de vida de nossos agricultores. Aqui em nosso sindicato ainda temos 180 projetos, entre reformas e casas novas, aguardando a liberação na Caixa Econômica, em Chapecó. Na nossa microrregião das três fronteiras, são cerca de três mil unidades”, revelou.

Moura informou, ainda, que no mês de janeiro deste ano assumiu o departamento de habitação rural pela Fetaesc e desde então está intensificando as negociações para que as liberações sejam mais ágeis. Ele relata que a expectativa é grande em contemplar no mínimo duas mil unidades neste ano, pois a Caixa tem recurso e está disposta a liberá-los. “Agora, estamos fazendo os últimos ajustes na parte de engenharia, principalmente nas reformas, onde o processo é mais complicado, pois cada agricultor que irá reformar sua casa, certamente precisará de projeto diferente. Nas casas novas existem apenas dois modelos e isso facilita a análise e liberação da Caixa”, afirmou.

Neste grupo de 13 famílias contempladas, o Grupo 01 teve um total de oito unidades habitacionais concluídas. Participam deste grupo agricultores com renda anual de até R$ 15 mil. Estes foram contemplados com fundo perdido superior a R$ 20 mil. Já o Grupo 02 contemplou cinco famílias de renda anual entre R$ 15 mil e R$ 30 mil, com subsídio de R$ 7 mil a fundo perdido e o restante será quitado em financiamento com parcelas semestrais. Entre todos os beneficiados nesta etapa, os recursos chegam a R$ 292.629,71.

“Conseguimos trazer recursos consideráveis para estes municípios, mas a satisfação maior é contribuir para a manutenção destas famílias agricultoras no interior. Para ter acesso a esta modalidade de financiamento, antes de qualquer coisa, é preciso ser agricultor familiar e ter acesso à Carta de Aptidão do Pronaf, para, então, ser analisada a renda bruta de cada agricultor. Como é um programa social, a prioridade é de atendimento das famílias mais carentes de agricultores, com a Carta de Aptidão de até R$ 30 mil anuais. Fizemos os cadastros, entrevistas e uma visita na propriedade do agricultor, para saber se é reforma ou construção. O grupo precisa ser de no mínimo 10 pessoas”, informa.

O sindicalista comenta que este montante de quase três mil unidades na Associação dos Sindicatos das Três Fronteiras estão paradas há quase três anos e quando o governo criou o programa Minha Casa Minha Vida, a agricultura ficou de fora. “Fizemos todo um trabalho com o movimento sindical, para incluir a agricultura neste programa, regulamentado para a agricultura apenas em janeiro deste ano. A demanda é muito grande e não estamos fazendo novos projetos, apenas pegando os nomes dos interessados, pois fizemos um acordo de cavalheiros com a Caixa Econômica, para primeiro liberar aqueles projetos encalhados e depois iniciar novos projetos”, completou Joel de Moura.

A extensionista social da Epagri de São Miguel do Oeste, Leonilda Villani, destacou que este programa de habitação rural inclui várias etapas e uma delas é a melhoria dos arredores e da jardinagem. Ela disse que como entidade parceira, a Epagri atuou na parte de recuperação das áreas de habitação, observando os aspectos sociais, como horta, jardim e arredores, para a residência ser bonita e agradável. “Percebemos que existe uma mudança social grande, pois quando as pessoas têm sua casa nova, é como se a vida também fosse nova e é uma satisfação poder contribuir neste processo. Os contemplados estão muito motivados, pois, além de casa nova, mostraram querer uma vida nova”, resumiu.

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