Profissionais da região participam de missão na Nova Zelândia

Profissionais da região participam de missão na Nova Zelândia
Divulgação

O Programa de Internacionalização do Sebrae/SC promoveu no início de novembro, com apoio da Secretaria de Desenvolvimento Rural de Santa Catarina, uma missão técnica internacional à Nova Zelândia. Participaram mais de 30 profissionais entre empresários, técnicos e produtores rurais. Um dos objetivos foi conhecer propriedades e cooperativas de industrialização de leite e carne de gado e ovelha, além da organização rural, vinícolas modelos e organismos institucionais de fomento à agricultura. O diretor-geral da Secretaria de Agricultura de SC, Airton Spies, acompanhou o grupo e foi o tradutor oficial.
Um dos integrantes da excursão foi o professor do curso de Agronomia e Agronegócios da Unoesc em São Miguel do Oeste, Nestor Breda. Ele explica que a programação envolveu visitas que explanaram o mercado agrícola, onde o vendedor é o próprio produtor. Os participantes conheceram regiões do país que se destacam pela produção de legumes e vegetais. Lá, segundo Breda, houve a oportunidade de aprender mais sobre a horticultura do país e ainda dialogar diretamente com os produtores.
O professor da Unoesc explica que a Nova Zelândia é um país altamente desenvolvido e que se posiciona muito bem em comparações internacionais sobre o desenvolvimento humano, qualidade de vida, educação, liberdade econômica, facilidade de fazer negócios e falta de corrupção, dentre outras quesitos.
O país situado na Oceania é composto por duas ilhas principais, a Ilha Norte e a Ilha Sul. A Nova Zelândia é considerada referência em modernidade e industrialização. As principais indústrias exportadoras são a agricultura, a horticultura, a pesca e a silvicultura. O turismo é uma dos grandes atrativos, mas historicamente a economia da Nova Zelândia desenvolveu-se a partir do setor agrícola. Os seus produtores primários estão incluídos entre os melhores do mundo. O país abriga mega companhias como a ?Fonterra?, uma cooperativa que tem cerca de 10.500 fazendeiros como proprietários, além de ser a maior exportadora de laticínios do mundo, controla cerca de 30% das exportações laticínias do mercado mundial. ?Lá se trabalham muito em sociedade, aliás, normalmente todas as áreas no país são cooperativas. O sistema é muito coordenado onde há uma transparência muito grande nos negócios. O grau de confiança é muito elevado e isso dá um ganho competitivo para o país inteiro?, analisa Breda.

PRODUTORES DE LEITE
A Nova Zelândia é uma referência mundial em excelência na produção de leite. Trata-se de um país que é responsável por mais de um terço de todas as exportações de leite no mundo, e faz isso sem subsídios públicos para o setor.
A maioria das propriedades rurais na Nova Zelândia tem cerca de 130 hectares, com uma média de 235 vacas. ?Propriedades consideradas pequenas no país têm em torno 150 vacas e grandes com 5 mil?, destaca.
?Tudo é pensado em produção por hectare de leite. Lá, o leite é medido inclusive por quilo sólido, e a principal raça do gado leiteiro no país é resultado de um cruzamento de holandesa e jersey, que apresentam um leite com maior concentração de gordura e proteína?, comenta o professor, enfatizando que a maioria da produção do leite é produzido exclusivamente a pasto.
Conforme Breda, a produção do litro de leite na Nova Zelândia, se transformado em reais, fica em torno de R$ 0,52 e a venda gira por volta de R$ 0,81.
?Outro ponto que chama atenção é o baixo grau de investimento das propriedades em instalações, máquinas e equipamentos; as propriedades em geral possuem a sala de ordenha, tanque para armazenar o leite, um sistema de irrigação e um depósito pequeno?. Conforme o professor, grande parte dos serviços nas propriedades é terceirizado, como a pastagem, a silagem e outros. ?São pequenas empresas desenvolvidas no país para realizar esse serviço, e, assim sendo, a terceirização acaba se tornando bem mais barato?.
O meio rural tem qualidade de vida semelhante ao meio urbano, tanto que os agricultores tiram no mínimo 15 dias de férias por ano.
Atualmente, 20% dos cerca de quatro milhões de habitantes neozelandeses vivem na zona rural.

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