Produtores de leite ganham mais um ano para se adaptar à Normativa 51

Produtores de leite ganham mais um ano para se adaptar à Normativa 51
Folha do Oeste

Secretário de Defesa Agropecuária do MAPA confirmou que o governo prorrogará por 12 meses as adaptações à IN 51

Um salto de qualidade na produção do leite e garantia de segurança sanitária e microbiológica para o consumidor. Esses serão os resultados da rigorosa adoção dos padrões e diretrizes estabelecidos pela Normativa 51, editada pelo MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e que entraria em vigor no dia 1º de julho deste ano. Nesta semana, contudo, o secretário de Defesa Agropecuária do MAPA, Francisco Jardim, confirmou que o governo prorrogará por 12 meses a IN 51.

O presidente da Ocesc (Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina), Marcos Antônio Zordan, destaca que, independente de prorrogação, os produtores de leite devem priorizar a adaptação da produção aos padrões estabelecidos pela IN 51.
A prorrogação ainda depende do aval do ministro da Agricultura, Wagner Rossi.

Nos próximos 12 meses, um grupo técnico avaliará os entraves da implantação da IN 51 para que não seja necessária nova prorrogação em julho de 2012. Um dos pontos a ser revisto é o teto fixado para a contagem de células somáticas e bactérias.

Atualmente, o limite de contagem bacteriana é de 750 mil Unidades Formadoras de Colônia por mililitro, o que, com a IN 51, baixaria para 100 mil. Com relação às células somáticas, o teto passaria de 750 mil/ml para 400 mil. Se adotadas de imediato, as novas regras excluiriam grande parte dos produtores brasileiros.

A ação das cooperativas e dos serviços de formação profissional (Senar, Sescoop e Sebrae), nos últimos anos, produziu resultados concretos na qualidade do leite. Prova disso é que, em 2001, a contagem média de células somáticas era de 1 milhão e hoje é de 400 mil.

A normativa classifica o leite em A, B e C e, dentro de cada padrão, estabelece regras específicas. Para ser classificado como tipo A, é necessário que seja produzido, beneficiado e envasado na propriedade. Deve apresentar teste qualitativo negativo para fosfatase alcalina, teste positivo para peroxidase e enumeração de coliformes menor que 0,3 por mililitro.

BOAS PRÁTICAS
A Ocesc orienta que, independentemente do padrão do leite ou do tamanho da propriedade, as boas práticas de produção e os padrões de profilaxia, higiene e manejo devem ser rigorosamente obedecidos. Isso inclui a saúde e o bem-estar dos animais, que devem contar com boas condições ambientais. Antes da ordenha, é necessário lavar as tetas dos animais com papel toalha descartável e produto desinfetante.

Após a coleta, a sala toda deve ser lavada de forma automática, com os equipamentos adequados. Em Santa Catarina existem 51 cooperativas do ramo agropecuário, as quais reúnem 63 mil cooperados (associados) e boa parte deles se dedicam à pecuária leiteira.

 

Colaboração: MB Comunicação

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