Problemas rodoviários são pauta de encontro do Fórum Regional

Problemas rodoviários são pauta de encontro do Fórum Regional
Liange Gattermann/Folha do Oeste

Outro assunto em pauta é a necessidade de duplicação da BR-282, principal via de acesso do escoamento da produção do Oeste aos portos e aos grandes centros brasileiros de consumo

Nos últimos anos, a rodovia tornou-se incapaz de comportar o número de veículos que trafega diariamente pelo trecho. Somente a produção agroindustrial soma mais de 500 mil toneladas de produtos na linha de carnes, grãos e lácteos transportados todo mês.


Essa situação provoca acidentes que, segundo mostrou o engenheiro civil, Ricardo Sapuriti (foto), a partir de um levantamento da PRF (Polícia Rodoviária Federal) feito entre 2007 e 2011, vitima uma pessoa a cada três dias no local do acidente. Nesse período, ao longo da BR-282, foram registrados, em média, 6,2 acidentes por dia e a perspectiva, segundo ele, é de que hoje a situação seja semelhante ou ainda pior.


O engenheiro civil relata que um estudo encomendado pela Fiesc já mostrava que se o Governo Federal proporcionasse melhoramentos ao longo da rodovia, que não exigem um volume de recursos grande, como por exemplo instalação de defensas metálicas, terceiras faixas, sinalização, intersecções e aumento do efetivo e de equipamentos da PRF, os acidentes poderiam ser minimizados. “De junho de 2011 para cá, infelizmente, de todos esses dados, a única coisa que melhorou realmente foi o efetivo da PRF e o número de seus equipamentos”, aponta.


As demandas do Oeste, apesar de estarem incluídas no Crema 2 (Contrato de Manutenção e Restauração) do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), ainda não foram supridas. Dos três segmentos incluídos, desde Santo Amaro da Imperatriz até São Miguel do Oeste, os dois que estão situados no Oeste não têm sido mantidos como deveriam. “Não tem sido feito absolutamente nada, com exceção de roçadas e tapa-buracos”, revela o engenheiro civil responsável pelo debate sobre a infraestrutura rodoviária no Fórum.


Entre Xanxerê e o extremo oeste, o vencedor da licitação foi um consórcio paulista formado pela Cotrel e pela Continental, que para manter o trecho e mais uma parte da BR-158 (entre Cunha Porã e Palmitos) em boas condições de trafegabilidade tem contratados R$ 114.443.931,15 com o Governo Federal.


O engenheiro diz que a situação entristece, já que o processo de duplicação da rodovia é demorado. O trabalho está na fase de Evtea (Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental), que é o que vai ditar quanto custará o projeto até a duplicação, somada à vida útil e o que a obra representa de retorno para a região entre Xanxerê e São Miguel do Oeste. Desde que foi publicado no Diário Oficial da União, em 1º de abril de 2013, o consórcio da Sotepa/Iguatemi/Engevix teria 300 dias para a conclusão da análise nos 427,8 km.


O vice-presidente da Fiesc para a região, Astor Kist, questionou a razão do descumprimento dos contratos e sugeriu a convocação de representantes do Dnit e das empresas para o próximo encontro. As ações devem ganhar força com a ação conjunta ao Núcleo Estadual da Faixa de Fronteira e o resultado de uma pesquisa, encomendada pela Fiesc, que inicia agora no estado inteiro e quer medir a eficiência logística de cada região e cada setor da indústria catarinense.

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