Por um presente e futuro melhor

Por um presente e futuro melhor
Folha do Oeste - Trabalhos desenvolvidos durante as aulas envolveram os alunos e estimularam a prática de boas ações

Para promover a conscientização, a E.E.B. Adolfo Silveira desenvolve o projeto - Meio ambiente: ?O Planeta em nossas mãos?

 Durante o segundo bimestre de 2012 e aproveitando a data comemorativa de 5 de junho - Dia Mundial do Meio Ambiente, a comunidade escolar da E.E.B. Adolfo Silveira, de Paraíso, se dispôs a trabalhar temas relacionados às questões ambientais, desenvolvendo o projeto - Meio Ambiente: “O Planeta em nossas mãos”. Atualmente, o mundo se volta para pensar na sustentabilidade, propondo que a sociedade, seus membros e suas economias preencham suas necessidades, ao mesmo tempo em que precisam preservar a biodiversidade e os ecossistemas naturais, para a atual e as futuras gerações.

De acordo com a professora Dilse Brancher Garlet, com base nesses argumentos objetiva-se, por meio da criação e do desenvolvimento do projeto, sensibilizar a comunidade escolar (professores, alunos e familiares) para a prática de pequenas atitudes, que fazem toda a diferença para a sustentabilidade do planeta; reconhecer as responsabilidades individuais e coletivas em relação ao meio ambiente planejando ações que contribuam para transformações na qualidade de vida na escola, na família e na comunidade, o que se faz necessário. “Acredito que muitos pensam que nós, jovens, não estamos nem aí ou que não nos importamos com o meio ambiente, mas no meu ponto de vista não é bem assim. Desde pequena, eu aprendi a preservar a natureza, e parte desse meu aprendizado veio de casa e a outra através da escola. Então, quero dizer que nós, jovens estudantes, temos consciência, e sim, nós nos importamos com tudo isso e queremos participar”, declara a aluna Sabrina Schneider.

Entre as atividades desenvolvidas pelo projeto estão: debates, planejando ações para a sustentabilidade do planeta; painéis informativos e reflexivos; produção de textos, artigos de opinião e poesias; criação de folders relacionados à temática lixo, com distribuição e divulgação à comunidade local; campanha para recolha do lixo eletrônico na escola; reativação da horta escolar; maquetes das fontes alternativas de energia; músicas e hora cívica para refletir sobre os impactos provocados no ambiente pelos seres humanos e quais atitudes podem ser adotadas para recuperar, preservar e permitir qualidade de vida no presente e as gerações futuras.

Outra ação importante do projeto foi o debate travado com a comunidade escolar e os comerciantes locais sobre a abolição das sacolinhas plásticas dos supermercados. De acordo com uma pesquisa feita pelos membros do Grêmio Estudantil desta unidade escolar, os resultados foram surpreendentes. “Os resultados foram ótimos. Aa maior parte dos alunos (90,55 %) aprovou a retirada, e não é só nisso, os alunos também ajudaram a limpar vários vezes os rios que cortam a cidade, mostraram-se também muito otimistas com o projeto do Rio das Flores. Nós estamos preocupados, afinal, nós somos o futuro da nossa sociedade, podemos e devemos querer ajudar, não se trata de culpar as gerações mais velhas, nem de empurrar o pepino para as futuras gerações, somos nós que estamos vivendo agora, não é amanhã nem semana que vem que medidas devem ser tomadas, é hoje”, argumenta Sabrina. Em parceria com a Câmara Municipal de Vereadores e Secretaria Municipal de Educação, a comunidade escolar esteve reunida com os comerciantes locais para apresentar o projeto e também relatar os impactos que as sacolinhas trazem para o meio ambiente.

Segundo os educadores, a aceitação foi excelente e agora será feito um trabalho de conscientização e sensibilização da comunidade, para então retirar as sacolinhas de circulação.

“Hoje em dia, quase todos os habitantes têm conhecimento de que estamos habitando uma nave de forma arredondada, viajando a mais de 100 km/h no universo e que, até prova em contrário, estamos sozinhos no universo. O que achamos estranho é o comportamento de seus viajantes, parece que cada um está com uma chave tentando soltar um parafuso desta nave, sendo que seus defensores naturais tentam a qualquer custo consertar o estrago, só que estão além do limite de sua capacidade de regeneração. Sabemos, hoje, que seus recursos são limitados e seus ecossistemas extremamente delicados. Convocamos a todos que se juntem, que sejam líderes, pois nossa causa vale a pena e esse nosso esforço nunca será em vão, porque na natureza as mudanças são lentas e as medidas tomadas agora terão seus  efeitos sentidos daqui a 50 anos mais ou menos. Por isso, o momento é agora, caso contrário jamais seremos perdoados pelas gerações futuras, onde estão incluídos nossos filhos, netos e bisnetos. Lutar pela natureza é o mesmo que resgatar a imagem do Criador, pois a mesma é obra-prima de sua criação. Seja você tambem um soldado defensor da natureza”, ressalta o professor Lorivo Schneider.

Conforme a assistente técnico-pedagógica da Escola, Dilse Brancher Garlet, na teoria os alunos sabem muito, o que falta é a prática. “Os resultados já começam a ser sentidos na diminuição do lixo. Eles estão mais conscientes. Sentimos muito esta importância de passar para o aluno que cada um tem que fazer a sua parte”, acrescenta. Já o professor Lorivo Schneider destaca que sentiu o grande envolvimento dos alunos, a consciência e clareza melhor que os adultos, na questão ambiental. “Eles percebem os danos que provocamos no meio ambiente e é a geração deles que irão sentir as consequências. A escola acredita muito na revitalização do Rio das Flores, pois já se percebe que as lideranças começam a se manifestar no sentido de preservar os recursos naturais”, aponta.

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