Polícia Militar atende ocorrência de estelionato na região |
Polícia Civil prende empresário suspeito de falsificar extintores
Um empresário suspeito de falsificar extintores de incêndio, selos do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) e de empresas fabricantes do produto foi preso em flagrante pela Polícia Civil de SMOeste na manhã desta sexta-feira, dia 6, durante a "Operação ABC". O nome se refere à falsificação dos extintores de composição "ABC".
De acordo com o delegado coordenador da DICFron (Divisão de Investigação Criminal de Fronteira), Cléverson Müller, o caso vinha sendo investigado há meses desde quando começaram a aparecer extintores adulterados em vários municípios do extremo oeste.
Durante a operação foram cumpridos mandados de busca e apreensão na empresa Darb Extintores e na residência de L.D., local onde foram apreendidos 69 extintores adulterados, computadores, impressoras, várias folhas impressas de selos do Inmetro falsificados e materiais para impressão, também um revólver calibre .38 com seis munições intactas.
O ESQUEMA
O delegado coordenador da DIC/Fron detalhou que o autor adquiria frascos de extintores vencidos utilizando-se de sua empresa, pintava/limpava as embalagens já antigas - que deveriam ser descartadas - e colocava um selo falsificado do Inmetro e de uma empresa fabricante de extintor.
Os selos do Inmetro eram confeccionados na própria residência, impressos em duas impressoras jato de tinta e posteriormente plastificados e colados nos cascos já vencidos.
Os extintores eram vendidos a R$ 50, quando no mercado os extintores ABC estão cotados no valor mínimo de R$ 100.
SAIBA MAIS
O extintor de incêndio é um equipamento de segurança que só é utilizado quando necessário e, portanto, "deve funcionar". O conteúdo interno destes extintores pode não ter a finalidade para qual é destinado, desta forma, coloca os consumidores em risco, seu patrimônio e, o pior, as suas próprias vidas, segundo explica o delegado Cléverson Müller.
O homem foi encaminhado à UPA (Unidade Prisional Avançada de SMOeste), já que não há possibilidade de arbitramento de fiança para os crimes, cujas penas somadas podem chegar a oito anos de prisão.
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