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Polícia Civil já identificou proprietários de motores apreendidos
Uma terceira pessoa alugou a casa que servia como depósito
A Central de Investigações da Polícia Civil de São Miguel do Oeste continua as investigações da grande apreensão de motores e caixas de câmbio de veículos da última sexta-feira, dia 22, em uma casa abandonada no interior do município. Conforme o delegado Ricardo Casagrande, os proprietários das peças e o demais envolvidos já foram identificados e estão sendo ouvidos pela polícia. De acordo com as investigações, a casa localizada em uma propriedade rural na linha Barra do Guamerin, na divisa de SMOeste e Descanso, foi alugada por um rapaz que não é o dono das peças apreendidas. Segundo Casagrande, o homem afirmou, em depoimento, que tinha conhecimento do que estava guardado no porão da casa, mas que alugou o imóvel para uma terceira pessoa. Os proprietários dos motores foram identificados e devem ser ouvidos durante esta semana. Até o momento ninguém foi preso, por isso não pode ser considerado como foragido, já que que nenhum mandado de prisão foi expedido. "Os fatos estão sendo apurados e tão logo se tenham mais informações, prisões podem ser representadas", enaltece. Ao todo foram apreendidos 103 motores, além de dezenas de caixas de câmbio. No entanto, a idenficação da origem das peças é difícil, já que a grande maioria teve os números de identificação raspados. Até o momento foi identificada a origem de apenas quatro motores, e os demais só devem ser identificados com as perícias que já estão sendo realizadas. Em seguida serão feitos os pedidos de Carta Laudo para as montadoras, no intuito de reconhecer por que essas peças de veículos, até mesmo do estado de São Paulo, vieram parar em SMOeste. "Para que se identifique a origem de todos os motores pode ser que as investigações demorem um pouco. Já a identificação de todos os envolvidos pode ser que seja mais rápida", enfatiza. Além da possibilidade de serem presos, os envolvidos podem ser responsabilizados por crimes fiscais, como sonegação de impostos. "Como a grande maioria dos motores não possui numeração, pode-se entender que esses motores tenham origem ilícita. Para um motor de origem ilícita, geralmente são quatro crimes: furto, roubo, estelionato e latrocínio. Além disso tem o crime de receptação, que a princípio sabe-se que, no caso de SMOeste, os envolvidos trabalham somente com receptação, mas está sendo investigado o envolvimento deles na obtenção destes motores", explica. Casagrande também considerou que em SMOeste não deve existir nenhum ‘desmanche’ de veículos; já que na maioria dos casos devem chegar ao município somente as peças, como as apreendidas na última semana. Ainda na sexta-feira, dia 22, o delegado Regional da Polícia Civil, José Airton Stang, informou que as peças teriam sido descarregadas na casa há cerca de 30 dias, de um caminhão furgão vindo de São Paulo. "Antes da apreensão, os policiais ficaram no local desde a noite de quinta-feira, dia 21, na tentativa de que algum dos responsáveis viesse ao local, porém o local foi aberto próximo ao meio-dia de sexta-feira, sem que nenhum responsável aparecesse no local". Stang também destacou, ainda na última semana, que a Polícia Civil já tinha pistas dos responsáveis pelos motores, dentre os quais está um empresário de São Miguel do Oeste, revendedor de peças usadas de veículos automotores.
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