Polícia Ambiental promove evento de conscientização sobre pesca ilegal

Polícia Ambiental promove evento de conscientização sobre pesca ilegal
Folha do Oeste - Soldado da Polícia Militar Ambiental, Ademir Antônio Catto, mostra materiais apreendidos

Diversos materiais apreendidos pelos policiais foram expostos no calçadão da Almirante Tamandaré

A Polícia Militar Ambiental de São Miguel do Oeste promoveu, durante a manhã deste sábado (3), evento de conscientização sobre a pesca ilegal nos rios da região. As atividades foram realizadas no calçadão da Avenida Almirante Tamandaré e contaram com o apoio da AARUSMO (Associação de Amigos do Rio Uruguai e Afluentes de São Miguel do Oeste) e também do grupo de escoteiros.

Além da distribuição de folhetos informativos por integrantes do Programa de Proteção Ambiental, ligado à PMA, houve também exposição de materiais de pesca apreendidos pela polícia ao longo de diversas operações de fiscalização. “Esses materiais foram utilizados de forma irregular em nossas águas, e o evento de hoje busca chamar a atenção da população sobre os equipamentos permitidos e aqueles proibidos por lei para a pesca em rios”, destacou o soldado Ademir Antônio Catto, um dos coordenadores das atividades.

Entre os materiais expostos, estavam barcos motorizados, redes de pesca, varas de molinete, arpões, carabinas de pressão, entre outros. Segundo o soldado Catto, só no último ano de piracema, foram realizadas 31 atividades de fiscalização, que resultaram na apreensão de 2500 metros de rede, mais de 20 molinetes, cerca de 350 cordas espinhéis contendo 3500 anzóis, aproximadamente 250 esperas (boias improvisadas conhecidas como “bóia louca”), além de várias embarcações. Ao todo, 12 pessoas foram autuadas por crime ambiental.

Catto lembra que, durante o período da desova dos peixes - legalmente estabelecido entre o dia 1º de outubro até o dia 31 de janeiro do ano seguinte -, só é permitido pescar com linha de mão ou caniço simples (sem carretilha) e em embarcações sem motor. “Fora da Piracema, os únicos que podem utilizar redes são os pescadores profissionais, que retiram do rio o seu sustento”, frisa Catto. “É importante lembrar que a pesca em locais como confluências e corredeiras é proibida durante o ano todo, não apenas durante a desova”, completa.

Para o presidente da AARUSMO, Jorge Ronei Meneghetti, a exposição aproxima as questões referentes à preservação ambiental das pessoas que vivem a uma certa distância dos rios. “É uma forma de conscientizar a todos de que existe a possiblidade legal e benéfica de praticar a pesca”, afirma. Meneghetti ressalta também os trabalhos da Associação na divulgação de informações para os moradores de áreas próximas ao rio Uruguai. “Mantemos contato frequente com nossos associados, sempre orientando sobre as formas corretas de pescar para que elas não acabem cometendo infrações”, enfatiza.

 

Bandidos explodem caixa eletrônico e ferem um policial Anterior

Bandidos explodem caixa eletrônico e ferem um policial

Legislativo apresenta duas moções Próximo

Legislativo apresenta duas moções

Deixe seu comentário