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Poço profundo: só daqui a 45 dias
Obra é esperança de solução para problemas com falta de água em SMOeste
Com a chegada dos dias quentes de verão, a grande preocupação da comunidade local é se mais uma vez haverá falta de água na região, como tem ocorrido em todos os outros anos, durante a estiagem. Porém, após frequentes períodos de chuva registrados nos últimos dias, a situação de abastecimento de água é considerada tranquila e normalizada. A informação é do gerente regional da Casan, Fredy Westerich. No entanto, uma situação que causa indignação e descontentamento na população diz respeito à demora do funcionamento do poço profundo instalado em São Miguel do Oeste. Após inúmeras promessas de inauguração, sendo que a última era para o dia 15 de dezembro de 2010, a nova garantia é de que as obras no local sejam concluídas dentro de 45 dias.
De acordo com o novo diretor Oeste da Casan, Antônio Varella do Nascimento, que ocupa o cargo até então exercido por Milton Sander, a obra do poço profundo está em andamento, e no momento o espaço está sendo preparado para a instalação dos motores. Nascimento afirma que a empresa tem prazo de 45 dias para concluir o projeto. “Vou entrar em contato com representantes da empresa, para que não ultrapassem o prazo estipulado. O material está na mão da empreiteira, o que falta é ela concluir o serviço”, argumenta. Conforme o novo diretor, para a conclusão da obra ainda é preciso fazer a torre de resfriamento, pois a água chega à superfície com mais de 48 graus e, para ser lançada na rede de abastecimento, a água não pode passar de 35 graus; além do quadro de comando, que é a parte elétrica do poço e o camizamento do local, onde é necessário ser colocado um tubo em toda a extensão do poço. Tudo deve ser concluído até março.
Segundo Nascimento, o poço será a solução dos problemas da comunidade migueloestina, pois atenderá somente este município. Já o problema com abastecimento em Guaraciaba será solucionado por meio da ampliação de dois poços de captação já existentes e perfurar um novo poço. “Um deles apresentou vazão de 10 mil litros por hora, e o outro de 18 mil litros por hora. Agora, estamos comprando as bombas para executar a obra”, adianta Nascimento. O montante de recursos para a obra do poço profundo é de R$ 2 milhões, através do Governo federal. O equipamento e a instalação elétrica deverão custar mais de R$ 3,8 milhões.
SITUAÇÃO LOCAL E REGIONAL
De acordo com o prefeito em exercício de Guaraciaba, Nelson Hening, até o momento, o abastecimento de água na cidade está sendo feito de maneira tranquila. O município, que todo ano sofria com a falta de água, registra normalidade neste verão. Hening avalia que no interior as propriedades possuem abastecimento por meio do poço artesiano, e até agora não houve reclamações. Segundo ele, a população foi orientada para ter cuidado com o uso e o disperdício de água. No entanto, ele revela que existe a preocupação com o abastecimento, caso ocorra uma nova estiagem. “A situação vai melhorar com a maior vazão dos poços. Estamos cansados de esperar uma solução e o consumo de água aumenta cada vez mais no município, principalmente no verão. Estamos fazendo nossa parte, já que não esperamos ser atendidos pelo poço profundo.Uma sugestão do município é de captação de água do Rio das Flores, em Sede Flores”, garante.
Em Belmonte, já foram registrados problemas no abastecimento de algumas propriedades nas comunidade de Peperi, Laginha e Riquezinha, porém já foi tudo solucionado. A informação é do prefeito em exercício, Altair Ansolin. Segundo ele, foram casos isolados e que enfrentaram algumas dificuldades com o abastecimento, mas tudo já está normalizado. Ansolin salienta que as chuvas dos últimos dias contribuíram para a normalização dos problemas. “A situação é tranquila e no momento não há preocupação com falta de água”, afirma o prefeito em exercício.
Segundo o gerente regional da Casan, Fredy Westerich, em SMOeste não foi registrada falta de água, apenas diminuição da pressão em alguns momentos do dia, em alguns pontos da cidade. Conforme o gerente regional, nos últimos dias, a Casan recebeu várias ligações da comunidade, por problemas corriqueiros, em sua grande maioria, como de baixa pressão, onde, em alguns casos, foram identificados registros fechados, bóias trancadas e até mesmo caixa de água vazia. Westerich salienta que, atualmente, o maior problema de abastecimento ocorre nas cercanias da Unoesc, no bairro Agostini. “Em alguns períodos do dia, a água chega com pouca pressão nesta localidade. Porém, em breve a situação será solucionada por meio da instalação de um buster, ou seja, um recalque. O equipamento será instalado em um determinado ponto e dará mais pressão na distribuição de água naquela localidade. A previsão é de que as obras iniciem dentro de 30 dias”, revela.









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