Mão de obra é o principal gargalo da construção civil

Em entrevista ao Folha do Oeste, o presidente do Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção Civil) do Extremo Oeste, Victorio Bolfe, destacou que a mão de obra continua sendo um dos "gargalos" para as indústrias da construção civil. "Hoje, com programas como o Minha Casa Minha Vida, as pessoas que são autônomas, portanto sem vínculo com as empresas, estão lotadas de serviços e isso torna difícil a captação de um novo profissional já com alguma qualificação", relata Bolfe.

Essa dificuldade de mão de obra para as empresas da construção civil, segundo Bolfe, é ainda maior em função de haver um grande número de profissionais que preferem atuar de forma informal e um dos motivos é que na empresa a remuneração do profissional será menor. "A empresa vai pagar o salário dele, mais todos os encargos, e, informalmente, o que o profissional do ramo da construção ganha vai para o bolso, não tendo que pagar nada para o governo".


ALTERNATVASSOLUÇÕESVENDAS DE MATERIAIS EM ALTA

 

 

De acordo com o presidente do Sinduscon, ações para amenizar a falta de mão de obra estão sendo pleiteadas junto à Fiesc (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina) e ao Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) para serem criadas unidades exclusivas para treinar a mão de obra da construção civil. "Há a promessa de que, ainda este ano, deva sair em São Miguel do Oeste uma escola específica para treinar a mão de obra da construção".

Conforme Bolfe, houve a proposta de treinamento de mão de obra no ano passado, mas nenhum curso nesse segmento foi realizado. "Agora, estamos na expectativa de que ocorram esses cursos de treinamento, os mesmos que a prefeitura queria realizar ano passado".


 

 

 

Mesmo com a falta de profissionais qualificados, o setor da construção encontra meios para não baixar a qualidade das obras e não deixar de produzir. "Muitas empresas estão treinando e investindo em mão de obra no próprio canteiro de obras, o que é demorado, oneroso e não seria a melhor forma. Ou ainda estão diminuindo o ritmo da obra e espichando o prazo de entrega", destaca Bolfe.

Por outro lado, existe a opção de equipamentos, onde há a possibilidade de se trabalhar com produtos pré-moldados, como lajes e rebocos, que estão no mercado e agilizam mais a construção. Em se tratando de materiais pré-moldados, o presidente do Sinduscon destaca que com o trabalho de seis pessoas é possível fazer o trabalho de uma equipe de dez.


 

 

 

O faturamento da venda de materiais de construção no mercado interno em 2010 cresceu 12,14% em relação a 2009, segundo dados divulgados ainda na semana passada pela Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção).

Na comparação com 2009, a expansão foi de 6,96%. Já no confronto mensal do último mês do ano passado com novembro, houve queda de 8,88%.

O resultado das vendas em 2010 ficou próximo ao atingido em 2008, apresentando queda de apenas 1,57%. Em relação ao comportamento das vendas dos materiais básicos e de acabamentos durante o mesmo período, a Associação diz que houve diferenças significativas, já que o primeiro apresentou queda de 6,38% e o segundo alta de 9,37%.

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