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Pinho Moreira recua e apoia Democrata
Pré-candidato do PMDB ao Governo do Estado surpreende partidários ao aceitar ser vice de Raimundo Colombo
O anúncio do presidente estadual do PMDB, Eduardo Pinho Moreira, de abrir mão da pré-candidatura ao Governo do Estado, pegou muita gente de surpresa na manhã desta segunda-feira, dia 14. O anúncio foi feito após uma demorada reunião que durou mais de 10 horas no domingo, que adentrou na madrugada de segunda. Moreira, que percorreu todas as regiões de Santa Catarina buscando apoio dos partidários, recuou, alegando que foi uma decisão pessoal e agora a convenção estadual do PMDB definirá o rumo do partido em relação às alianças com o DEM e o PSDB. “A decisão também foi motivada pela união e parceria do PMDB e do DEM desde 2006. Eles tiveram a grandeza de retirar a candidatura do senador Raimundo Colombo para que o governador Luiz Henrique pudesse concorrer e agora eu faço o mesmo”, argumentou.
Na última vez que esteve em São Miguel do Oeste, na manhã do dia 1º de maio, durante encontro com lideranças regionais do PMDB, o presidente estadual do partido e então pré-candidato ao Governo do Estado, Pinho Moreira, havia garantido que se fosse preciso o partido disputaria o governo com chapa pura. Mas também havia revelado que o PMDB não estava se descuidando e estaria de olho em partidos para serem membros da aliança. Um ponto que pode ter pesado na decisão do peemdebista foram as pesquisas, onde seu nome não despontava entre os mais preferidos pela opinião pública.
Por sua vez, o senador Raimundo Colombo, também pré-candidato ao governo, destacou que a decisão de Moreira foi um gesto à altura e que será um prazer tê-lo como candidato a vice-governador. Segundo ele, o atual governador Leonel Pavan (PSDB) também teve um importante papel na articulação para o ressurgimento da tríplice aliança. “Os partidos possuem a mesma linha e podem discutir juntos as ideias para o crescimento e desenvolvimento do Estado. Temos pressa e precisamos lutar para que os catarinenses sejam tratados com mais respeito pelo Governo Federal”, relatou Colombo.
IMPACTO NO EXTREMO OESTE
Após ter conhecimento desta decisão, o secretário de Desenvolvimento Regional e coordenador regional do PMDB, Vilson Bratkowski, afirmou que isso foi uma surpresa, porque todos sabem do desempenho do partido em nível estadual e que também já aconteceu a prévia interna para a escolha do candidato à cabeça de chapa, mas agora o partido será vice nesta outra situação. “Se o PSDB apoiar esse processo, teremos a reedição da tríplice aliança, embora, por sermos o maior partido, tínhamos a expectativa de ter o candidato até com chapa própria”, revelou.
Segundo Bratkowski, a política é dinâmica e agora para essa posição precisa ser referendada na convenção no dia 26 deste mês. Ele diz que no momento está aguardando qual será a reação da militância do PMDB para após tomar uma posição. Questionado se o mau desempenho de Moreira nas pesquisas pode ter levado a esta decisão de não ser mais pré-candidato, Bratkowski acredita que não foi isso que motivou a desistência dele.
“Lembro da pesquisa de 2002, quando Luiz Henrique aparecia com 6%, mas fomos para o segundo turno e vencemos a eleição. A grande diferença do PMDB com os demais partidos é que quando o time está em campo e sai para a campanha a coisa muda, porque estamos organizados em todos os 293 municípios catarinenses”, concluiu.
O presidente do Democratas em São Miguel do Oeste, Wilson Trevisan, relatou que não houve uma reviravolta no cenário político estadual porque havia um acordo feito na eleição passada e essa decisão já era esperada pelo partido. “O acordo era de quem estivesse melhor nas pesquisas seria o candidato. Era natural todo mundo lançar seu candidato, mas chega um momento em que é preciso ter entendimento de que o nome de Raimundo Colombo é o ideal neste momento. A exemplo dos outros candidatos, ele tem um bom histórico, mas no momento está melhor nas pesquisas”, alegou.
Trevisan espera que também sejam fechados os apoios do PSDB, PTB e PPS, totalizando uma aliança ampla com cinco partidos, incluindo o DEM e o PMDB. “Depois do dia 5 de julho começaremos a estruturação da campanha, dos grupos de trabalho suprapartidários, para definir as estratégias de campanha na região. Essa definição foi importante, porque na coligação da proporcional os partidos terão que diminuir os nomes de candidatos a deputado estadual e federal. Este é um momento histórico de nosso partido, porque até agora só tivemos um governador, que foi Vilson Kleinübing (1991 a 1994). Estamos com grandes possibilidades de ter um candidato cabeça de chapa”, conclui.
PSDB PODE TER CANDIDATO
Os tucanos agiram rápido e já na noite de segunda-feira tiveram uma reunião que decidou adiar a convenção para o dia 30 de junho. O partido também criou uma comissão para negociar com Colombo qual será sua parcela numa possível retomada da tríplice aliança. De acordo com informações de bastidores, caso não concorde com a tríplice aliança, o PSDB deverá ter como candidato o atual governador Leonel Pavan.
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