PREVENÇÃO

Período exige atenção especial com os animais peçonhentos

Período exige atenção especial com os animais peçonhentos

É hora de redobrar a atenção quando o assunto é animal peçonhento. Neste período do ano, de temperaturas elevadas, aumentam os riscos de acidentes com estes animais. Em São Miguel do Oeste, já foram encontrados inúmeros deles e registrados acidentes envolvendo aranhas, serpentes e abelhas.

Em 2019, o município chegou a registrar mais de 100 acidentes com animais peçonhentos. A informação é do enfermeiro da Vigilância Epidemiológica Municipal, Marcos Bortolanza. De acordo com o profissional, de todos os registros, 77 foram com aranhas, destes 33 com armadeira, 27 com a aranha marrom, e 17 com outras. Os sintomas envolvendo a armadeira são imediatos quando acontece a picada. Ela é bastante agressiva. Porém, a espécie mais perigosa é a aranha marrom. Do total, 49 acidentes ocorreram na área urbana e 28 na área rural. Já os acidentes com escorpiões totalizaram sete, todos na área urbana do município, o que é uma característica do animal mesmo. Bortolanza cita que já foram encontrados escorpiões em praticamente todos os bairros e no centro da cidade.

Os acidentes com lagartas chegaram a 16 em 2019. Destes, quatro foram com a Lonomia (taturana) e 12 com outras lagartas. Entre os acidentados esteve uma criança com apenas dois anos. Já os casos envolvendo serpentes foram cinco.

Segundo o profissional da Vigilância Epidemiológica de SMOeste, apesar do maior número de acidentes envolver aranhas, os acidentes com animais peçonhentos que mais preocupam é com a lagarta taturana e as cobras. "O acidente com a lagarta, especialmente a taturana, tem poucos sintomas no início, e por isso muitas vezes a pessoa negligencia os sintomas iniciais, e vai procurar o atendimento de saúde quando já está com alguma complicação, com sangramento, com vômito e com insuficiência renal. Neste sentido, este animal exige mais atenção. Qualquer contato com a lagarta, exige atendimento médico urgente", destaca.

Se a pessoa tiver muita dificuldade em capturar o animal para mostrar as equipes de Saúde, pode tirar uma foto com o celular, o que já facilita para a equipe fazer a identificação. O ideal é levar o animal, mas uma foto com boa resolução já ajuda no momento. Conforme Bortolanza, os acidentes com cobras também são perigosos, mas dificilmente a pessoa que sofre um acidente com cobra deixa de buscar ajuda, porque a cobra é um bicho maior, causa mais dor e mais sintomas.

"Na fumicultura, a colheita acontece nos meses de maior risco de acidentes com animais peçonhentos. O trabalho é manual, o que exige cuidado redobrado", alerta


CUIDADOS

De acordo com o profissional, os principais cuidados para evitar acidentes com animais peçonhentos devem ser adotados nas proximidades das casas, como evitar acúmulo de lixos e galhos, que são espaços que podem abrigar os animais. Isso vale para combater todos os tipos de animais peçonhentos.

Além disso, antes de fazer algumas atividades em um local que tenha árvores e outras plantas, é preciso fazer uma inspeção visual, verificar se não possui animais nos troncos e galhos. Segundo o enfermeiro da Vigilância, uma medida que ajuda na identificação do animal, é pintar os troncos das árvores. Isso não vai afastar o animal, mas vai facilitar a visualização.

"Alguns animais também são mais inerentes a profissão da pessoa, por exemplo, o agricultor, que geralmente está mais envolvido em acidentes com serpentes, deve utilizar botas até a metade da canela. Essa medida já evitaria 70% a 80% dos acidentes", alerta.

Além da orientação de manter o ambiente limpo e organizado, é importante também evitar o acúmulo de restos de materiais de construção e lixos, que são fatores que atraem os animais para próximo das casas. Manter as árvores podadas próximo a residência também ajuda na prevenção.


O QUE FAZER EM CASO DE ACIDENTE?

Em caso de acidente com animal peçonhento, a orientação é lavar o local com água e sabão. A informação é do enfermeiro Marcos Bortolanza. Segundo ele, também é importante evitar o deslocamento, o caminhar, algo que faça acelerar, para evitar a absorção do veneno. A dica é permanecer em repouso. Se possível capturar e levar o animal junto no momento da procura por atendimento médico, para que já se identifique o tratamento mais adequado.

Outra orientação é para não passar produto em cima do local do acidente, como pomadas ou qualquer outra solução, e não fazer torniquetes. "Sempre considerar o animal como peçonhento, e procurar com a maior urgência possível o atendimento médico", reforça. Após um acidente nunca se deve aguardar em casa o alívio dos sintomas, ou adotar medidas caseiras.

"Em 2020, tivemos um acidente em SMOeste com coral verdadeira", alerta. Então a orientação é não perder tempo identificando se o animal é perigoso ou não. Todos devem ser tratados como peçonhentos, e a procura imediata pelo atendimento médico é sempre a melhor opção após o acidente.

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