Ong Internacional realiza treinamento na empresa Frigorífico São Miguel

A WSPA (Sociedade Mundial de Proteção Animal Brasil), em parceria com o Mapa (Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento)

A WSPA (Sociedade Mundial de Proteção Animal Brasil), em parceria com o Mapa (Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento), a Cidasc, e associações do setor produtivo, firmou em 2008 um acordo de cooperação visando implementar melhorias no manejo pré-abate e abate dos animais de produção no Brasil. Para isso, lançaram o STEPS (Programa Nacional de Abate Humanitário), no dia 2 de abril de 2009, em Brasília.

Ainda no mês de julho, tiveram início os primeiros dos mais de 100 treinamentos que o Programa STEPS irá promover nas unidades com Serviço de Inspeção Federal, Estadual e Municipal no estado de Santa Catarina, primeiro estado a implantar o projeto. Nesta semana, foi a vez da regional da Cidasc de São Miguel do Oeste ser contemplada com os treinamentos que são realizados de maneira teórica e prática. Aproximadamente 35 pessoas, dentre elas veterinários oficiais, agentes de inspeção e proprietários dos frigoríficos da região envolvidos no manejo pré-abate dos animais nos frigoríficos da região Extremo Oeste catarinense, receberam capacitação quanto ao bem-estar animal.

O trabalho foi desenvolvido pelas supervisoras de bem-estar animal da WSPA, Tatiane Dandin e Alessandra Tondatto. Elas destacam que dentre os objetivos deste projeto está a melhoria do manejo desses animais através da implantação de um programa de bem-estar animal nos frigoríficos. Para isso, o Programa STEPS promove práticas que minimizem o estresse no manejo pré-abate, métodos de monitoramento da insensibilização mais eficazes, de forma que os animais estejam inconscientes no momento do abate e, assim, não sofram.

As profissionais ressaltam que o trabalho foi desenvolvido no Frigorífico São Miguel, a partir da necessidade de ser realizado o treinamento prático para auxiliar o conteúdo aprendido em sala de aula. "Não podemos trazer fotos ou gravações de uma outra unidade que ninguém conhece e?@que não faz parte do dia-a-dia deles; então, a partir da necessidade de ter uma prática com todas as informações da realidade da região, escolhemos um frigorífico, normalmente o que já tem o equipamento de abate humanitário instalado, com a realidade que se precisa, para aplicar o treinamento", explicam.

Uma das proprietárias do frigorífico São Miguel, Iria Klein dos Santos, que acompanhou o treinamento, destaca que o frigorífico abriu as portas para a realização do curso, pois além de trazer novas oportunidades e técnicas para o desenvolvimento de sua empresa, o abate humanitário proporciona benefícios diretos na carne dos animais abatidos. Para isso, o médico veterinário do frigorífico, Lucas André Kuiava, acompanhou o treinamento. "Estamos sempre abertos para nos adequarmos a essas mudanças e assim poder atender às exigências tanto do mercado externo quanto interno", finaliza.

 

Anterior

Tribunal de Contas promove Ciclo Virtual para orientar os gestores públicos de SC

Próximo

Mais de 100 agricultores participaram de seminário

Deixe seu comentário