Olhar Brasil: um projeto para amenizar problemas visuais
Identificar problemas visuais em alunos matriculados na rede pública de Ensino Fundamental (1ª a 8ª séries) no programa “Brasil Alfabetizado” do MEC e na população acima de 60 anos de idade, prestando assistência oftalmológica com o fornecimento de óculos nos casos de detecção de erros de refração, este é o principal objetivo do projeto Olhar Brasil, criado para melhorar o rendimento escolar e a qualidade de vida da população de forma a reduzir as taxas de evasão e repetência. De acordo com dados apontados pelo Ministério da Saúde, no Brasil, 30% das crianças em idade escolar apresentam algum tipo de problema relacionado à visão; na maioria dos casos, os problemas visuais afetam diretamente a qualidade de vida e o aprendizado.
Buscando dar respostas a esses problemas e reconhecendo as dificuldades de acesso da população brasileira não só à consulta oftalmológica mas também à aquisição dos óculos, os Ministérios da Saúde e da Educação lançaram o Projeto Olhar Brasil. Os custos serão financiados pelo Ministério de Saúde, em parceria com o governo municipal, por meio das Secretarias de Saúde e de Educação. Além de São Miguel do Oeste, estão cadastrados no programa os municípios de Descanso, Barra Bonita, Bandeirante, Paraíso e Guaraciaba. A meta é identificar problemas visuais nos alunos da rede pública de ensino e atuar de forma integrada ao programa Brasil Alfabetizado, coordenado pelo Ceja, e nos idosos com idade igual ou superior a 60 anos.
De acordo com a secretária de Saúde de SMOeste, Beatriz Soares, a ideia é fazer o primeiro atendimento nas escolas. A enfermeira Silvia Borges será responsável por capacitar um profissional de cada município para realizar os testes. “É obrigação da Saúde viabilizar condições às pessoas que precisam de um tratamento específico e não têm como fazê-lo. Recursos existem e devem ser aproveitados”, aponta Beatriz. A responsável pela elaboração do projeto, Daiana Sirtoli, salienta que grande parte das pessoas que possuem problemas visuais ou que chegaram à cegueira são vítimas de causas que poderiam ter sido evitadas, o que mostra a importância da implementação do projeto nos municípios cadastrados. Conforme Daiana, os valores das consultas serão divididos pelo Ministério de Saúde, que repassará R$ 14,90, e os municípios, R$ 35,10 por consulta. “Esperamos que o projeto possa diminuir os casos de problemas visuais na região e resgatar a autoestima dos cidadãos”, cita Daiana. A aplicação do projeto deve iniciar em breve.
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