O que fazer para que as crianças estejam protegidas quando estão longe dos pais ?

O que fazer para que as crianças estejam protegidas quando estão longe dos pais ?
Folha do Oeste - Profissionais acompanham entrega de crianças aos pais

Escolas têm a obrigação de zelar pelas crianças no horário escolar e para isso adotam medidas preventivas

Pai de uma menina de quatro anos, Milton Klein, fica tranquilo enquanto a filha está na escola pois sabe que somente ele ou as pessoas previamente autorizadas podem buscar a menina na Escola Municipal Pequeno Polegar, no centro de São Miguel do Oeste.

Essa tranquilidade existe por que as escolas são obrigadas a zelar pela segurança dos alunos. Segundo a legislação, a responsabilidade é atribuída aos profissionais das unidades de ensino, especialmente às direções.

As condições previstas no Código Civil e no Código de Defesa do Consumidor, por exemplo, são de conhecimento comum no meio escolar, mas instigam maior atenção sempre que um caso transgride a normalidade.


Há menos de um mês, pais e profissionais do setor educacional de todo o país reviveram a sensação de insegurança quando acompanharam na mídia nacional a notícia da morte de um menino de seis anos. Ele foi asfixiado pela manicure da mãe, no final de março, em Barra do Piraí, no Rio de Janeiro. A mulher ligou para a escola se passando por mãe do menino e comunicou que a madrinha iria ao local pegá-lo para fazer exames. Como ninguém desconfiou, a escola entregou a criança à mulher.

CHECAGEM

Para evitar que casos semelhantes a estes aconteçam, escolas de São Miguel do Oeste têm adotado regras para entregar as crianças aos responsáveis. Na Escola Municipal Pequeno Polegar, localizada no centro e que atende crianças de quatro a seis anos, os pais são entrevistados no momento da matrícula. Conforme a diretora, Dione Bernadete Pichetti, uma das perguntas feitas é para saber quem, além dos pais, está autorizado a buscar a criança na escola.

Ela explica que, mesmo assim, os pais são orientados a avisar quando outra pessoa virá pegar o aluno. “A gente só libera se o pai ou a mãe ligar e avisar antecipadamente. Mesmo assim, nos certificamos de que a pessoa é realmente a indicada, perguntando até para a criança se ela conhece essa pessoa”, revela.

A diretora pontua que, assim como há um educador recebendo as crianças na hora da chegada, há outro responsável para presenciar o momento de entrega dos alunos. “Não é porque é cidade pequena que não se deve ter cuidado. Eu cobro muito isso da minha equipe”, afirma, completando que os professores e direção têm o cuidado de conhecer os responsáveis por cada criança, para garantir que elas cheguem em casa com segurança.

No Instituto Educacional CVE a realidade é semelhante. De acordo com a professora e coordenadora pedagógica, Rosangela Gasperin Fontana, de manhã, horário em que estudam os alunos maiores, o portão fica aberto e os alunos menores, da turma integral, são entregues pelos pais ao professor na porta da sala de aula. “Na hora da saída, o responsável toca o interfone no portão, conferimos a imagem e então levamos a criança. O mesmo método serve para permitir a entrada de outras pessoas na escola”, aponta.

Ela explica que à tarde, quando estudam as crianças menores, um profissional é posicionado junto ao portão para receber os alunos. No momento da saída, o sistema é o mesmo. “A criança nunca é entregue para alguém que não conhecemos. Somente aos pais ou a pessoas autorizadas e apresentadas à equipe da escola”, destaca a coordenadora pedagógica.

ATENÇÃO

A diretora da escola pública Pequeno Polegar enfatiza que mesmo no horário de recreação, quando as crianças estão próximas às grades que dão acesso à rua, há dois ou mais profissionais monitorando. O portão, com trinco, fica fechado. Enquanto os estudantes estão na sala de aula, para chegar até as crianças, ela ressalta que, além de passar pelo portão, as pessoas precisam passar pela secretaria e direção da escola.

No educandário particular CVE, também há o cuidado na hora de entregar os filhos de pais separados. “Conhecemos a realidade de cada aluno e se um dia aparece uma pessoa diferente sempre ligamos para o responsável para checar se podemos entregar a criança ou não”, frisa Rosangela.


Nas duas escolas, a metodologia tem trazido bons resultados. “Pode até ser excesso de zelo, mas os pais ficam agradecidos por haver esse cuidado na recepção e entrega das crianças”, confirma a diretora Dione, lembrando que a facilidade de ludibriar crianças nessa idade exige cuidado redobrado.
 

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