SOLIDARIEDADE

Novo apelo incentiva doação de medula óssea

Novo apelo incentiva doação de medula óssea
Arquivo Pessoal/Facebook

O jovem Matheus Agostini, de 19 anos, diagnosticado com um quadro agressivo de leucemia, precisará de um transplante de medula óssea. A coleta de material para a doação pode ser feita na Secretaria de Sáude de São Miguel do Oeste todas as terças-feiras

11891201_853440311406054_1933949310911042415_n.jpgAs coletas de sangue para quem quer ser doador de medula óssea já foram retomadas em São Miguel do Oeste. A exemplo do sistema que vinha funcionando no ano passado, segundo explica Carmen Bressan, técnica em Enfermagem, em todas as terças-feiras podem ser feitas até 50 coletas. "É só agendar o horário e em poucos minutos fazemos a coleta, que é enviada para o Hemosc em Chapecó", explica, ao reforçar a disponibilidade de horários. 

Para ser doador de medula óssea é preciso ter entre 18 e 55 anos e estar saudável. É retirada, pela veia, uma pequena quantidade de sangue, que será examinada para identificar a característica genética. O perfil é então colocado no Redome (Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea). Quando um paciente precisar, a compatibilidade é verificada. Em caso positivo, outros exames são necessários antes de o doador decidir quanto à doação.

CHANCE DE SALVAR VIDAS

A técnica em Enfermagem da Secretaria de Saúde de São Miguel do Oeste reforça o convite. "Sentimos que houve diminuição no número de doadores este ano. Na última coleta sobraram kits", observa, pontuando a importância do ato e a necessidade de consciência sobre a decisão de se tornar um doador de medula óssea.
Em São Miguel do Oeste, em todas as terças-feiras as coletas foram viabilizadas a partir da mobilização de familiares e amigos da pequena Luísa Silveira dos Santos - que precisava de um transplante de medula óssea para tratar um diagnóstico de Síndrome de Kotsmann. Esse trabalho surtiu efeito, e no final do ano passado foram identificados dois doadores 100% compatíveis. Mas, uma notícia melhor ainda chegou neste ano. Os exames médicos demonstraram que o tratamento fez com que os neutrófilos voltassem a ser produzidos, maturando em todas as fases, o que significa o desaparecimento da doença. "O pior já passou. A Luísa é um milagre de Deus", afirmam os pais Marijú e José Adilson dos Santos.

Para eles, entretanto, a missão ainda não acabou. "Não podemos deixar essa corrente do bem se quebrar", pontuam, lembrando que são inúmeras as pessoas que precisam de um transplante de medula óssea, como o jovem migueloestino Matheus Agostini, de 19 anos. Quando ele comemorava a melhora de um quadro de leucemia, um novo diagnóstico, ainda mais agressivo, o colocou na fila de espera por um doador compatível.

MANTENHA O CADASTRO ATUALIZADO

O Ministério da Saúde determina limites de cadastro por estado no sentido de aumentar a diversidade genética. Em Santa Catarina, é de 10,2 mil por ano. Mas diversas ações, principalmente envolvendo crianças, como é o caso da Luísa, reforçaram a vocação dos catarinenses em ajudar e o estado ultrapassou os 22,2 mil cadastros no ano passado. É importante que os doadores mantenham o cadastro atualizado, pois estima-se que hoje cerca de 30% dos registros sejam perdidos em função de endereços e telefones inexistentes.

 

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