Nove municípios da região são pré-selecionados no Pac 2 para ações de saneamento
SMOeste tem dois projetos encaminhados, um de saneamento e outro de abastecimento de água, com valor que ultrapassa R$ 61 milhões
Um total de 146 municípios catarinenses com população de até 50 mil habitantes foi pré-selecionado pelo Ministério da Saúde, através da Funasa (Fundação Nacional de Saúde), para investimentos em saneamento básico. Outras 142 cidades de Santa Catarina foram selecionadas para elaboração de projetos para abastecimento de água e esgotamento sanitário. A lista com as cidades brasileiras pré-selecionadas para abastecimento de água e esgotamento sanitário foi divulgada na quinta-feira, dia 25. Para abastecimento de água foram selecionados 37 municípios catarinenses e para esgotamento sanitário foram 109, incluindo a modalidade solução estática. Os municípios devem agora apresentar o pré-projeto ainda na primeira quinzena de setembro. Os recursos estão assegurados pelo PAC 2 - Programa de Aceleração do Crescimento.
No extremo oeste foram contemplados - Sistema de Esgotamento Sanitário: Anchieta, Dionísio Cerqueira, Iporã do Oeste, Princesa, São João do Oeste, São José do Cedro (dois projetos) e São Miguel do Oeste; Sistema de Abastecimento de Água: Guaraciaba, São João do Oeste e São Miguel do Oeste; Abastecimento de Água ou Esgotamento Sanitário: Guarujá do Sul, Iporã do Oeste e São João do Oeste.
SMOeste
São Miguel do Oeste é um dos municípios que teve projetos de sistema de esgotamento sanitário e de abastecimento de água pré-selecionados pela Funasa. A notícia foi recebida na sexta-feira, dia 26, pelo prefeito Nelson Foss da Silva e deixa o governo confiante na aprovação destes projetos e liberação de mais de R$ 61 milhões.
O projeto de esgotamento sanitário tem valor solicitado de mais de R$ 34,3 milhões. Foi elaborado e cadastrado com o auxílio da engenheira ambiental Karine Posser, contratada pela municipalidade. Estarão incluídos neste projeto todos os bairros, contemplando ligações prediais, rede coletora de esgoto, emissário final de efluente tratado, ligações domiciliares, emissário final de efluente bruto, estações elevatórias e estação de tratamento com arranjo tecnológico. Pelo menos 70% do município deve ser contemplado.
Para o projeto de abastecimento de água, elaborado pela equipe da Casan e cadastrado pela prefeitura, foram solicitados R$ 26.933.451,23. A descrição do mesmo contempla ampliação do sistema integrado de água de São Miguel do Oeste e Guaraciaba, com captação de água do Rio das Flores e do Rio Cambuí, estações de recalque e adução de água bruta, estação de tratamento de água, sistema de adução/reservação e distribuição de água tratada.
As equipes técnicas da prefeitura trabalham agora na preparação da documentação e projetos para entrevista técnica e defesa das propostas que contemplam grande parte do sistema de esgoto e de água em São Miguel do Oeste. A defesa deve acontecer entre os dias 5 de setembro e 14 de outubro, e até 4 de novembro será divulgado o resultado final do processo seletivo.
Nelson destaca que os projetos de esgoto e de água são uma luta do município, a qual teve início em 1998, quando o primeiro projeto foi elaborado. “Os dados encaminhados à Funasa sofreram alterações e adaptações necessárias após estes 13 anos. O esgotamento sanitário é um projeto amplo que deverá atender cerca de 70% da cidade. Estamos felizes pela aprovação nesta pré-seleção. A expectativa do governo e dos técnicos é a análise da documentação, o que garantirá a liberação de recursos para execução, e principalmente trará ainda mais qualidade de vida e geração de emprego para nosso município”, ressalta o prefeito.
Conforme o prefeito, se aprovado, a principal mudança em SMOeste com a implantação do projeto, será a nova tubulação. Segundo ele, toda a tubulação de água e esgoto será colocada na lateral das ruas, junto ao meio-fio, eliminando assim os constantes buracos abertos para reparos no sistema. “Com certeza, durante as obras, será um momento de muitos transtornos na nossa cidade, mas é uma obra de extrema necessidade que colocará nossa cidade em nível de cidades de primeiro mundo”, enfatiza Nelsinho.
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