Nini denuncia pagamento de meia consulta na saúde

Durante sessão no Legislativo de São Miguel do Oeste nesta semana, o presidente da casa, Nini Scharnoski (PP), revelou para os demais vereadores e também para quem acompanhou a sessão, no local ou por transmissão radiofônica, as situações que estão acontecendo na Secretaria Municipal de Saúde, principalmente pelos casos de pagamento de meia consulta em algumas especialidades. O vereador afirmou que foi procurado por uma família, que expôs a situação e isso lhe deixou preocupado. Segundo Nini, nesta família, uma jovem de 15 anos, com problemas de obesidade, procurou atendimento no posto de saúde do bairro onde reside e foi encaminhada ao Posto Central. Lá, foi oferecida a meia consulta para a jovem. O vereador foi categórico em relatar que é preciso parar com essa história. ?Nunca foram aprovados tantos projetos para a Saúde em São Miguel como na atual Legislatura e nada é feito. E o Cis-Ameosc é para o quê? O que é feito com todo esse dinheiro que é pago pelo município??, indagou.

O presidente da Câmara relatou que a Secretaria da Saúde afirmou que não há legalidade para o pagamento integral das consultas, mas ele não concorda com o procedimento. ?Primeiro é criada uma forma de repassar dinheiro, via convênio, para a Ameosc. Depois não se pode gastar. Em situações assim, o Ministério Público deveria ser acionado para observar com mais atenção?, apontou.
Ainda conforme Nini, não há atendimento para todas as especialidades. Ele foi irônico ao afirmar que daqui para frente, antes de ficar doente, a população terá que olhar primeiro a especialidade disponível no município.
Por sua vez, a suplente de vereador e líder do governo, Maria Tereza Capra (PT), afirmou que em algumas especialidades os profissionais se recusam a fazer o convênio com o Cis-Ameosc.
Para o vereador, se há falta de atendimento e existe profissional para atender, é sim caso para o Ministério Público, mas se não há profissional, é outra situação. ?Sei de uma pessoa que teve de pagar R$ 120,00 mais uma meia consulta e ainda terá de pagar R$ 80 em outro exame. Ela vai deixar de comprar comida para a família porque não tem mais recursos. Em algumas especialidades, o poder público não oferece atendimento. Algumas consultas o cidadão as faz particular e na hora de fazer os exames não é permitido, porque fez o procedimento particular. Isso é inadmissível?, completou o vereador.
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