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MPF quer mapear situação da Polícia Rodoviária Federal na região
Necessidade de construção de posto na BR-163 é confirmada pela PRF
A instalação de um novo posto da Polícia Rodoviária Federal na região é uma reivindicação antiga das autoridades e da população, e agora o Ministério Público Federal em Santa Catarina se manifestou sobre o caso, Nesta semana, o MPF de São Miguel do Oeste solicitou uma série de informações à Superintendência da Polícia Rodoviária Federal, a fim de verificar a necessidade de instalação de base operacional da PRF na BR-163, no Extremo Oeste do Estado. A PRF tem o prazo de 20 dias para responder aos questionamentos. Conforme o MPF, atualmente a base operacional instalada em Maravilha, com circunscrição nas BRs 163 e 282, possui sob sua fiscalização uma malha viária de 174 quilômetros. Agora, com a pavimentação de mais 40 quilômetros da BR-282, no trecho que liga São Miguel do Oeste à divisa com a Argentina, a base operacional de Maravilha passará a ter sob sua fiscalização um total de 214 quilômetros de rodovia. Para a procuradora da República de São Miguel do Oeste, Maria Rezende Capucci, o aumento da malha viária poderá dificultar o bom desempenho das atividades da PRF, que prevê, dentre outras, a atribuição de realizar o patrulhamento ostensivo na rodovia, inspecionar e fiscalizar o trânsito e agir no combate ao contrabando e descaminho. Segundo a procuradora, a primeira providência adotada foi a de colher subsídios para as providências cabíveis. Assim, a PRF deverá informar o número de bases operacionais existentes no Estado; quantos quilômetros cada base possui sob sua fiscalização; o número de PRFs lotados em cada unidade operacional, dentre outras informações. O responsável pela 8ª delegacia da Polícia Rodoviária Federal de Chapecó, inspetor Marcelo Nolasco, destacou que já existe um processo novo em Brasília com o pedido de construução de mais um posto da PRF na BR-163, em São Miguel do Oeste. Conforme ele, existe disponibilidade orçamentária para essa implantação, mas o problema está na falta de efetivo. "Estou trabalhando para conseguir trazer mais profissionais para a região com esse novo concurso. E, lotando gente aqui, temos condições de abrir mais um posto. Mas esse é um compromisso nosso, mesmo com a falta de efetivo, se for aberta essa nova base serão colocados profissionais", enfatiza. Nolasco explica que hoje há, em média, três profissionais por dia para atender aos mais de 200 km, quando o ideal seriam pelo menos 12 policiais por dia, dividos em duas bases operacionais. "Agora temos duas passagens internacionais, em Paraíso e Dionísio Cerqueira, e nós teríamos que fazer a fiscalização internacional de cargas e a cobrança de multas estrangeiras e hoje nós não temos como fazer isso. Se viessem entre 12 e 15 novos policiais poderíamos atuar com essa nova base. Como está hoje, não temos como atender tudo. Para algumas localidades nos deslocamos apenas quando são registrados acidentes, já que não temos condições de fazer um planejamento para cobrir toda a área e assim fiscalizamos os pontos em que existe maior incidência de ocorrência", ressalta. Até o momento não existe uma prazo definido para a efetiva instalação deste posto em SMOeste. Segundo Nolasco, a expectativa é de que essa base saia o quanto antes, mas é preciso esperar e buscar parceria com deputados federais e prefeituras, já que esse assunto tem que ser colocado em discussão. Segundo ele, a construção da nova base já era um projeto de 2005, tendo em vista o alto número de ocorrências e por se tratar de uma região de fronteira. "Na época isso não foi cumprido e agora estamos exigindo essa implantação, mas sabemos que isso também depende de forças políticas, isto se alguém não movimentar esse processo em Brasília", enaltece.
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