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Móvel do Oeste tem qualidade internacional
Empresas do segmento moveleiro na região são referência nacional e internacional na produção de móveis
O setor industrial moveleiro é o primeiro em número de empresas do Oeste de SC, o terceiro em número de empregos, o quarto na economia regional, sustenta sete mil empregos diretos, 15 mil empregos indiretos e gera mais de U$ 20 milhões em exportações.
Desde junho do ano passado, o empresário Osni Carlos Verona assumiu a presidência conjunta das duas entidades do setor madeira/móveis: a Amoesc (Associação dos Moveleiros do Oeste de Santa Catarina) e o Simovale (Sindicato das Indústrias Madeireiras, Moveleiras e Similares do Vale do Uruguai). Desde então, Verona iniciou uma fase de profissionalização e de busca da eficiência para a cadeia produtiva madeira-móveis.
Dedicando-se há 30 anos à produção industrial de móveis, uma das prioridades de Verona frente à associação e ao sindicato é a de fortalecer a Mercomóveis, Feira Bienal de móveis realizada em Chapecó, reconhecida como a terceira maior feira do Brasil, atraindo público local e internacional.
Para o empresário, neste último trimestre do ano haverá aquecimento acentuado nas vendas no mercado interno, entre 8% a 10%. Ele destaca, como fatores importantes e que devem influenciar essa alta, a migração de 40 milhões de brasileiros que sobem da classe D para as C e B. ?Esses consumidores não querem só produtos baratos e sem qualidade. Eles querem mais opções, com conforto, durabilidade e design arrojado. O setor evoluiu muito e está, cada vez mais, buscando produzir produtos que podem ser vendidos para qualquer parte do mundo, sem restrições de qualidade e preço. Temos um parque fabril de alta tecnologia e mão de obra treinada para proporcionar conforto e sofisticação em todas as classes - A, B, C, e D?, complementa.
EVOLUÇÃO
Com relação ao melhoramento que o móvel do Oeste teve nos últimos anos, Verona analisa que, com a integração das universidades preparando profissionais na área, haverá nas empresas muitos profissionais projetando móveis de alto padrão de acabamento, com ferragens de última geração. ?A região Oeste está cada vez mais preparada para enfrentar a concorrência em tudo: preço, qualidade de matéria prima e design de bom gosto. Protegemos o meio ambiente, tornando a sustentabilidade um hábito e tratando dos resíduos gerados pelas empresas do setor?.
Outra medida que Verona considera fundamental é aumentar o limite de faturamento das empresas enquadradas no simples estadual, de R$ 2,4 milhões para R$ 5 milhões. ?O Governo federal deve isentar as empresa de impostos sobre a folha de pagamento, pois o setor de transformação é o que mais emprega mão de obra não qualificada. Do Governo do Estado, queremos que desenvolva Câmaras Setoriais para ouvir todos os segmentos produtivos, promover os pequenos e fortalecer os grandes para exportar cada vez mais. Também gostaríamos que tivéssemos incentivos fiscais para grandes empresas se instalarem no Oeste de SC, onde a topografia é elevada e os custos de logística até nossos portos são elevados, e que o combustível fosse subsidiado para ficarmos mais competitivos na produção?, finaliza.
Atuando há oito anos no segmento moveleiro, a Visão Móveis, empresa de São Miguel do Oeste, atende atualmente nos três estados do sul do país, além de São Paulo, Bahia, Alagoas, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Goiás, Maranhão, afora as exportações para o Paraguai.
O responsável pelo departamento comercial da Visão Móveis, Valmor Marx, destaca que a empresa zela pela qualidade do acabamento e produz móveis em 100% MDF (material fabricado através da aglutinação de fibras de madeira com resinas sintéticas e outros aditivos). Ele ressalta que as vendas do setor estão em alta e que algumas entregas estão em atraso por falta de produção. ?Nossas encomendas e consequentemente vendas nos estados do nordeste estão suspensas em função da falta de produção. Provavelmente devem normalizar a partir do dia 5 de janeiro?, destaca.
DESVALORIZAÇÃO
DO DÓLAR
O setor exportacionista de móveis está sofrendo com a política cambial brasileira dos últimos meses. Conforme o presidente da Amoesc e do Simovale, algumas empresas chegam a se endividar para manter os contratos em dia - ?e muitas estão dando seus últimos suspiros de vida?, diz.
O dirigente relata que as empresas de móveis do Oeste que atuam no mercado externo enfrentam grande dificuldade no fluxo de caixa em função da desvalorização do dólar frente ao real.
Valmor Marx, da Visão Móveis, destaca que a queda da moeda americana diminuiu em 30% as exportação da empresa para o Paraguai. A expectativa do responsável pelo departamento comercial é que o dólar volte a se ?equilibrar? nos próximos meses e as exportações retomem os índices.
As previsões da Amoesc/Simovale para o fim do ano apontam que o mercado interno para produtos modulados e produtos populares está se comportando bem. Porém, com a valorização do real frente ao dólar e o peso do chamado ?custo Brasil?, faz com que as exportações tornam-se penosas. Verona lembra que há falta de mão de obra e as negociações salariais estão previstas para o início de 2011. ?Isto está assustando a classe empresarial e criando expectativa nos sindicatos laborais?, expõe.
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