Motoristas param para protestar

Motoristas param para protestar
Folha do Oeste - Em Dionísio Cerqueira os motoristas também fazem protestos

Manifesto acontece em vários pontos da região, inclusive no trevo de São Miguel do Oeste, onde caminhoneiros estão parados desde quinta-feira

Os protestos de caminhoneiros em relação às dificuldades impostas ao trabalho da categoria já podem ser observados em vários locais do país. Na região, as manifestações acontecem no acesso a Dionísio Cerqueira, onde o trânsito foi bloqueado e pneus foram queimados, na quarta-feira, também próximo a Guarujá do Sul, Iporã do Oeste e Maravilha. No trevo de São Miguel do Oeste, motoristas estão mobilizados desde quinta-feira. Nem mesmo o tempo ruim desanimou-os de lutar  e somar esforços por melhores condições de trabalho. Ontem os veículos estacionados às margens das rodovias formaram filas.

A reação é organizada pelo Movimento União Brasil Caminhoneiro e, segundo o coordenador para o extremo oeste catarinense, Décio Frandoloso, o objetivo é chamar atenção para as dificuldades enfrentadas pelos transportadores de cargas que atuam no Brasil e têm sua profissão ameaçada, principalmente, pela inviabilidade econômica.
De acordo com ele, o movimento é pacífico. “Nós divulgamos o movimento antes e agora pedimos para que os motoristas colaborem. Somente liberamos os transportadores de cargas perecíveis”, destaca, ao frisar que poucos caminhões chegam à cidade migueloestina, já que eles são barrados no Paraná, em Iporã e em Maravilha.

REIVINDICAÇÕES

A manifestação, segundo explica Frandoloso, deve continuar por tempo indeterminado, até que haja manifestação positiva dos Ministérios do Trabalho e dos Transportes ao atendimento das reivindicações da categoria.

Para o motorista autônomo de São Miguel do Oeste, Joceni Debastiani, que aderiu à mobilização, três são as principais: redução do pedágio, dos preços do combustível e dos impostos.

Além destas, constam na pauta de discussões questões como a baixa remuneração de fretes, que faz parte da contrariedade dos motoristas a algumas resoluções da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) que restringem a liberdade de atuação dos profissionais.

O protesto também se refere à lei do Estatuto dos Motoristas, que entrou em vigor ontem e prevê parada de 30 minutos a cada quatro horas de viagem e um intervalo de 11 horas a cada 24 horas. “O governo aprova a lei, mas não dá condições para que ela seja cumprida. Não há locais adequados para as paradas ao longo das rodovias”.

 

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