?Amor à Moda Antiga?

?Amor à Moda Antiga?
Folha do Oeste/Reprodução - Exposição é composta por 22 ampliações fotográficas e um painel de retratos

Exposição em SMOeste instiga a perceber as mudanças nos relacionamentos, as alterações de costumes, a moda e os códigos de conduta de outros tempos

“Porque o amor é uma coisa mais profunda que um encontro casual” (Belchior)

 

 

 

E quem é que não se encanta com uma história de amor? De cumplicidade e respeito? Enquanto alguns casamentos vêm e vão de maneira rápida, outros emocionam pela forma como aconteceram e pelo tempo que permanecem sólidos. Nesta semana, a exposição “Amor à Moda Antiga” inspirou a equipe do jornal Folha do Oeste a conhecer mais sobre essas longas histórias de amor e descobrir qual a “receita” para um bom relacionamento e casamento duradouro. 

A exposição que atrai olhares atentos da comunidade que passa em frente ao Centro Cultural de São Miguel do Oeste iniciou nesta segunda-feira, dia 23, e trata-se da Exposição Fotográfica Itinerante “Amor à Moda Antiga”. A atração cultural, que está aberta à visitação das 8h às 11h45 e das 13h30 às 17h30, permanecerá até dia 23 de agosto, abrindo a temporada de exposições, numa parceria entre a Secretaria Municipal de Cultura, Lazer e Turismo e a Unochapecó, por meio do Centro de Memória do Oeste de Santa Catarina.

De acordo com os organizadores, o objetivo principal da exposição é mostrar a história dos casamentos realizados entre 1900 e 1970, de pessoas que fixaram residência na região oeste catarinense. E é composta por 22 ampliações fotográficas e um painel de retratos. A mostra é inspirada na trajetória de famílias de migrantes que narram casamentos realizados em diversas cidades do Rio Grande do Sul, locais de onde os noivos migraram. Também são contemplados alguns dos primeiros casamentos nas cidades da região oeste de SC.

As imagens retratam em sua maioria o ritual de casamento sob a ótica religiosa católica, além de centrar-se especialmente em retratos do casal de noivos. Das primeiras imagens, feitas dias ou meses depois da cerimônia de fato, é possível acompanhar a gradativa popularização da fotografia, que passa a retratar o momento exato do ato e os aspectos cotidianos de modo mais espontâneo, abandonando a teatralização da imagem, tão comuns nos primeiros tempos.

Visitar a exposição, instiga a perceber as mudanças nos relacionamentos, as alterações de costumes, a moda e os códigos de conduta de outros tempos. “Amor à Moda Antiga” é uma exposição afetiva e, de acordo com a equipe da secretaria, casais de SMOeste e região também podem contribuir com a mostra, expondo seus álbuns de fotografias, no Centro Cultural.

 

Relações afetivas através do tempo

Segundo informações também expostas na mostra, nem sempre o casamento foi consequência do amor. Nas sociedades ocidentais, historicamente, o ato está ligado à moral cristã que durante séculos determinou as regras de amar e casar. Para a igreja, a união era, e ainda é, indissolúvel. ‘Até que a morte os separe’! Porém, era preferível que a união fosse desprovida de sentimentos, pois para as famílias situava-se na esfera dos negócios. Amor, amor mesmo, era matéria-prima dos poetas, e, para muitos restringia-se ao domínio platônico, do amor impossível.

Os casamentos aqui retratados se reportam aos primeiros anos do século XX. Nesse tempo, o amor já é personagem das relações, ainda que os códigos de conduta se mantenham rigorosamente observados. O namoro era lento e obedecia a um ritual que ia ascendendo à medida que a relação se estabelecia. Os sinais de ‘compromisso’ eram compostos por outros signos, diferentes daqueles que predominam no universo contemporâneo. Nessa lógica, acompanhar a moça no caminho de volta para casa já representava um sinal inegável de comprometimento. Mas o momento em que o pretendente se apresentava formalmente à família da moça, era o decisivo, em que se selava o compromisso.

Contemporaneamente, é possível perceber uma consciência coletiva de que o casamento mais promissor é aquele motivado por um grande amor. Parece mesmo ter ocorrido uma inversão de valores: dos tempos de casamento arranjado aos tempos de busca por um ideal amoroso utópico.

 

Relacionamentos em SMOeste: Primeiro semestre de 2012

Dados do Cartório de Registro Civil de São Miguel do Oeste revelam que somente no primeiro semestre de 2012 já foram registrados 29 casamentos religiosos e 22 civis. No mesmo período foram contabilizados 40 divórcios/separação.

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