Luiz Henrique defende mandato de cinco anos sem reeleição

Luiz Henrique defende mandato de cinco anos sem reeleição
Divulgação - Senador afirma que governos precisam de mais tempo para planejamento a médio e longo prazo

Senador e ex-governador de Santa Catarina afirmou que o Brasil gastou mais de R$ 1 bilhão em cada uma das últimas eleições

O senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB/SC), em seu discurso no Senado Federal nesta segunda-feira, dia 11, defendeu a aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC 38/2011) que estabelece mandato de cinco anos para prefeitos, governadores e presidente da República, sem reeleição e também a unificação das eleições no Brasil.

Ele argumentou que, segundo o Tribunal Superior Eleitoral, o Brasil gastou mais de R$ 1 bilhão em cada uma das últimas eleições realizadas. Para o senador, o país, o povo, as prefeituras, os governos estaduais, a União, os eleitores e os candidatos não suportam mais essa sucessão desgastante de eleições a cada dois anos.

Luiz Henrique afirma que todas as eleições, de vereador a presidente, devem ser realizadas juntas, dando tempo para os dirigentes governarem sem a preocupação de a cada dois anos ter eleição.

"O processo de eleição a cada dois anos não permite aos governos tempo para planejarem o médio e longo prazos. A nação vive mergulhada no curto prazo, afogada nesse vai e vem desatinado de eleições. Mal saímos das eleições municipais, já estamos envoltos no debate sobre a escolha dos próximos deputados, senadores, governadores e presidente da República", explica.

Ao usar a tribuna, Luiz Henrique pediu à Mesa, para solicitar ao presidente do Senado, Renan Calheiros, que coloque essa emenda imediatamente em votação. "O Brasil precisa de tempo, assim como os governos e o Legislativo. Precisamos de um tempo mínimo de cinco anos entre uma eleição e outra para sermos mais eficazes e para que possamos fazer o país caminhar, planejar, estabelecer metas seguras para o futuro, sem marchas e contramarchas, seguindo para o desenvolvimento econômico com justiça social", finalizou.

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