Linha aérea cada vez mais próxima

Linha aérea cada vez mais próxima
Divulgação

Demanda de passageiros é a principal preocupação para que a empresa NHT Linhas Aéreas possa começar a atuar no aeroporto de SMOeste

Na semana passada, o secretário do Desenvolvimento Econômico de São Miguel do Oeste, Carlos Grassi, acompanhado do representante da Acismo (Associação Comercial e Industrial de São Miguel do Oeste), empresário Airton Lamb, esteve reunido com diretores da empresa NHT Linhas Aéreas, em Porto Alegre (RS).
O encontro, que ocorreu pela segunda vez, marcou o início das conversações e articulações para a possível implantação da linha aérea regular no Aeroporto Hélio Wassun, às margens da SC-386.
Conforme o secretário, a união de esforços das lideranças regionais é fundamental para que o aeroporto de São Miguel do Oeste seja visto como regional. Ele também destaca que a região vem se desenvolvendo economicamente a cada dia e sentindo a necessidade de deslocamento rápido e seguro, o qual seria oportunizado com o transporte aéreo regular.
“Avançamos muito em todos os setores, porém precisamos avançar ainda mais. Hoje, temos possibilidades reais de implantação e agora é hora de envolver todas as entidades, os usuários e principalmente a Ameosc (Associação dos Municípios do Extremo Oeste de Santa Catarina), para que juntos possamos dar os passos finais neste importante projeto”, ressaltou.
DEMANDA
Um dos pontos a serem acertados, conforme enfatizou ao Folha do Oeste o diretor de planejamento da NHT Linhas Aéreas, Jeffrey Kerr, é a demanda de passageiros. “Para qualquer rota que formos abrir, tem que ter viabilidade e tem que ter passageiros. Tem que haver uma demanda mínima de pelo menos uns seis passageiros embarcando e desembarcando por dia. Se essa demanda não existir, dificilmente alguma empresa irá operar na localidade, por que não viabiliza a operação”, pondera.
Jeffrey Kerr ressalta que caso haja garantias reais do número de passageiros propostos e a compra antecipada dos bilhetes por pelo menos quatro meses, a instalação da empresa fica mais garantida. “Contudo, essa compra antecipada não é garantia real de que a linha [aérea] terá resultado, pois há a opção de comprar o bilhete e não usar. Cada vez que uma de nossas aeronaves voa com apenas um ou dois passageiros, a única certeza que a empresa aérea tem é do prejuízo. Essa é a nossa preocupação”.

RISCOS
O diretor de planejamento da NHT exemplifica que em Concórdia os passageiros compraram os bilhetes, mas não estão voando. “O dinheiro só passa a ser de uma companhia aérea depois que a pessoa voa. Mesmo com uma compra antecipada, não há garantia de que esse recurso vai cobrir os investimentos. Nosso objetivo é que os passageiros voem”, ressalta.
Jeffrey ainda demonstra preocupação com a situação da empresa em Concórdia, devido à demanda de passageiros não atingir as expectativas, ele lembra que por várias vezes o avião da empresa decolou de Concórdia com apenas um passageiro. “Em Concórdia, a situação é bastante crítica. Nenhuma empresa tem um negócio para perder dinheiro. Estão correndo um sério risco de suspendermos as operações”.

OTIMISMO
Apesar disso, Grassi se mostra otimista. Ele reitera que a região certamente comportará pelos menos seis passageiros por dia, com passagens de ida e volta. “Constatamos que essa demanda existe no município e na região pelo fato de muitos empresários utilizarem o aeroporto de Chapecó”, frisa. “Queremos pôr a região no mapa da aviação nacional. E para isso temos que incorporar na cultura das pessoas o hábito de usar o avião como meio de transporte”.

NOVO ENCONTRO
Representantes do governo municipal de São Miguel do Oeste e entidades empresariais devem se encontrar novamente com o diretor de planejamento do NHT no final deste mês. O encontro desta vez será realizado em São Miguel do Oeste e poderá ser decisivo para a operação definitiva da linha aérea na região.

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