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Índice é maior em mulheres
O assunto sempre gera algumas dúvidas. Por isso, profissionais do setor de Oncologia, da Unimed Extremo Oeste Catarinense responderam algumas dúvidas em relação ao Câncer de Mama. Confira!
Quando as células adquirem características anormais, células dos lobos mamários, células produtoras de leite ou dos ductos por onde é drenado o leite, podem causar uma ou mais mutações no material genético da célula.
Esta doença acontece quase exclusivamente em mulheres, porém existem casos de homens com a doença. Algumas mutações possuem a capacidade de fazer com que uma célula apenas se divida, mas não tenha a capacidade de invadir outros tecidos, estes são chamados de tumores benignos ou não cancerosos.
Para uma célula ser considerada cancerígena é necessário que ocorram mutações no material genético de uma ou mais células e estas adquiram a capacidade não só de se dividir, mas também de evitar a morte celular. Este seria o ciclo normal de vida de qualquer célula do organismo, contudo quando elas invadem os tecidos adjacentes, a doença se instala.
Porque os cabelos caem durante o tratamento de quimioterapia?
A alopecia, queda do cabelo, é um evento comum do tratamento antineoplásico. Ela ocorre porque a quimioterapia danifica principalmente o folículo capilar, formado por um tecido de alto metabolismo e altas taxas de mitose, causando sua atrofia e queda total do cabelo ou enfraquecimento do fio em determinados pontos. A intensidade e a cronologia da alopecia dependerão da droga utilizada, da dose, via e velocidade de administração.
A radioterapia também traz efeitos colaterais visíveis? Quais são eles?
A radioterapia traz efeitos colaterais agudos e/ou tardios. Estes efeitos se relacionam aos órgãos que estão sendo tratados, uma vez que os efeitos da radiação são locais, ou seja, diferente da quimioterapia, que possui efeitos sistêmicos (corpo todo). De modo geral, a pele irradiada pode ficar avermelhada, coçar ou arder, podendo evoluir para bolhas e descamação. Dependendo da região tratada, podem surgir: dor, náusea, vômito, diarreia, falta de apetite, cansaço, ardência urinária, entre outros.
Quais devem ser os cuidados de prevenção do câncer de mama em mulheres até e depois dos 40 anos?
A melhor maneira de se prevenir o câncer de mama constitui na realização de medidas de autocuidado. Assim sugere-se a realização do autoexame da mama mensalmente, o qual deve ser realizado pelo menos uma semana após o período menstrual. Na presença de alguma anormalidade, um médico deverá ser procurado. A mamografia favorece o diagnóstico precoce e a elevação nas taxas de cura. Assim sugere-se a realização do exame de maneira regular (anualmente) a partir dos 40 anos de idade.
Qual é a importância do bem-estar da paciente que está se tratando contra o câncer de mama?
O bem-estar da paciente que está em tratamento contra o câncer de mama é fundamental. A forma com que é recebida e acolhida pela equipe é determinante para o sucesso do tratamento como um todo. Na medida em que a paciente é atendida em suas necessidades biopsicossociais e espirituais, cria-se uma relação de confiança, ficando assegurado, assim, que ela pode recorrer à equipe sempre que precisar.
Além da questão genética, quais são os hábitos que podem levar uma mulher a ter câncer de mama?
O câncer de mama é, em partes, decorrente de uma série de fatores de risco como, por exemplo, gênero, idade, fatores genéticos, histórico familiar e pessoal, mamas mais densas, doenças benignas na mama, menstruação e radioterapia no tórax. Além disso, existem alguns hábitos de vida que são considerados fatores de risco para o surgimento do câncer de mama como: obesidade, sedentarismo, alcoolismo e tabagismo.
Este ainda é o tipo que mais mata mulheres no Brasil?
Sim, o câncer de mama é o tipo que mais mata mulheres no Brasil e no mundo. Mas atualmente, as mulheres procuram mais os serviços de saúde, descobrindo a doença precocemente, tendo cerca de 98% de chances de cura, pois ainda está no estágio inicial, sendo assim, as possibilidades terapêuticas se abrangem.
Faça a mamografia
A maioria das mulheres devem começar a fazer mamografias anualmente após os 50 anos, mas, para quem tem histórico familiar de câncer de mama, o exame deve começar 10 anos antes do caso mais precoce na família. Assim se um parente próximo teve esse tipo de câncer aos 40, é preciso começar a fazer mamografias anualmente a partir dos 30 anos. Fazer a mamografia anualmente em idade adequada pode aumentar as chances de prognóstico por câncer de mama em até 30%, segundo um estudo publicado na revista Radiology.
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