Hospital de Guarujá do Sul: direção tenta renegociar multa do Coren

Instituição conta com 16 leitos e o Coren exige atuação de cinco enfermeiros, o que é inviável, segundo a direção

A direção da Associação Beneficente Hospital Guarujá, de Guarujá do Sul, está enfrentando um dilema desde que o Coren (Conselho Regional de Enfermagem) anunciou a execução de uma multa de quase R$ 400 mil, aplicada ainda em 2002, devido à falta de enfermeiros graduados atuando no hospital. Segundo a atual presidente, Darci Maria Link Zimmer, no próximo dia 19 será entregue uma contraproposta da direção para evitar a execução da multa. Darci explica que o caso veio à tona no mês de junho, quando o Coren comunicou que até o dia 14 de junho deveria ter um posicionamento por parte da direção ou então o hospital iria a leilão no dia 30. A situação pode ser revertida e uma nova decisão deve ser tomada no dia 19.
A presidente explica que na época da multa não havia enfermeiros graduados atuando no hospital. Depois disso, foram contratadas duas enfermeiras, além de continuar com o trabalho dos técnicos e auxiliares de enfermagem. “O hospital nunca teve recursos pra manter esses profissionais e a exigência deles é de cinco enfermeiros, o que não condiz com a nossa realidade porque temos somente 16 leitos. Nós temos um município que não chega a cinco mil habitantes e esses 16 leitos são suficientes, já que temos uma média de utilização de quatro ou cinco leitos por vez, quase nunca trabalhamos com capacidade máxima”, enfatiza.
Uma das questões defendidas pela presidente Darci é a fiscalização in loco de cada caso. Segundo ela, o Coren está no seu direito, defendendo os profissionais da classe, mas é preciso saber a realidade de cada hospital. “Esse é um fato que vou levantar, porque o Coren não visita nossas instituições filantrópicas do interior. Eles convivem com realidades de grandes centros e não sabem com quais dificuldades os nossos hospitais funcionam. As exigências não são infundadas, de forma alguma, mas é preciso que todos os órgãos estejam mais presentes para ver a realidade, sugerir e apoiar e não somente cobrar”, manifesta Darci.
Recentemente o prefeito de Guarujá do Sul, Celso Taube, e o secretário Regional, Flávio Berté, estiveram em Florianópolis quando também trataram da questão junto ao Conselho Regional de Enfermagem. Porém, a questão deve ir a juízo, com uma audiência marcada para o dia 24 de agosto, na Primeira Vara Federal, em Chapecó. Segundo a presidente, não há informações de que a apresentação da contraproposta, no dia 19, possa cancelar essa audiência, mas, conforme ela, tanto o hospital como o Coren querem evitar uma decisão judicial e sim chegar a um acordo.

São José do Cedro
Em São José do Cedro, foi liberada nesta semana a ordem de serviço para iniciar obras de reforma da Sociedade Hospitalar Cedro. Conforme o presidente, Plínio de Castro, a Caixa Econômica Federal autorizou o início das obras já licitadas. Com isso, cumpre-se a expectativa da direção do hospital, que era de iniciar as reformas ainda em agosto. Segundo o presidente, a instituição já está fazendo algumas adequações, improvisando o período de reformas, como por exemplo na parte superior do terceiro pavimento, exatamente a que abriga o centro cirúrgico, onde serão instaladas as internações. “Como a obra tem previsão de conclusão de um ano a partir da entrega da ordem de serviço, pedimos que a população seja compreensiva com os possíveis transtornos, que serão inevitáveis, uma vez que estaremos atuando apenas com metade do complexo hospitalar”, explica.

São João do Oeste
No final do mês de julho, o secretário de Saúde de São João do Oeste, Vítus Ritter e o diretor do hospital, Paulo Rech, estiveram na Secretaria de Estado da Saúde, em Florianópolis, para formular um plano operativo para que o hospital atenda os requisitos do SUS (Sistema Único de Saúde). Na oportunidade, foi firmado um compromisso para mensalmente informar todos os atendimentos realizados no Hospital Santa Casa Rural. O município de São João do Oeste possui três prestadores de SUS (Apae, Hospital Santa Casa Rural e Secretaria Municipal de Saúde). Conforme Ritter, para continuar efetuando atendimentos foi necessário realizar a contratualização das entidades. Segundo ele, é obrigatório manter as quatro especialidades básicas, ou seja, as clínicas cirúrgica, médica, pediátrica e obstétrica. De acordo com o secretário, o município foi obrigado a fazer esse acordo, caso contrário haveria o bloqueio de AIHs (Autorização de Internação Hospitalar) para o município.

UTI em Maravilha
A convite do deputado estadual (licenciado) Marcos Vieira (PSDB), o governador Raimundo Colombo e o vice, Eduardo Pinho Moreira, visitaram a UTI do Hospital São José, em Maravilha. Servindo como interlocutor dos administradores da Casa de Saúde, o deputado reivindicou a liberação de um aporte financeiro para que a UTI - pronta há dois anos - entre em operação. “A Assembleia Legislativa acabou de aprovar o Revigorar 3, programa que possibilitará ao governo arrecadar R$ 150 milhões em dois anos. A minha sugestão é de que o governo canalize todo esse montante financeiro em benefício dos hospitais filantrópicos”, disse Vieira.
Colombo aceitou a sugestão de Vieira e, mais tarde, durante a realização do programa Governar o Governo, anunciou que o Governo do Estado será parceiro na busca de uma solução coletiva que resulte na ativação da UTI. “Em um prazo muito curto, a comunidade de Maravilha e região poderão contar com mais este serviço”, anunciou.
A diretora do hospital, Neiva Schafer, disse que a instituição necessita do repasse mensal de R$ 160 mil durante um ano. “Depois desse tempo, conseguiremos o credenciamento que possibilitará outras fontes de recursos”, explicou. O diretor clínico, Robson Vieira, lembrou que em toda a grande região Oeste existem apenas 40 leitos disponíveis em hospitais públicos, um volume muito pequeno diante da grande demanda. “Com a garantia do repasse dos recursos financeiros, podemos garantir a operacionalização da UTI em um prazo de 20 dias”, afirmou. A UTI do Hospital São José possui 10 leitos. Está pronta e plenamente equipada há dois anos. Mas, por falta de recursos financeiros, a unidade permanece fechada, enquanto vidas estão sendo perdidas a cada dia - principalmente em razão de acidentes de trânsito - por falta dessa estrutura em funcionamento.

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