Horta comunitária auxilia famílias

Horta comunitária auxilia famílias
Folha do OEste - Famílias envolvidas no projeto da horta comunitária

Donas de casa de famílias carentes do município de Paraíso visitam a horta comunitária ?Vida e Saúde? para trabalhar na plantação de legumes e hortaliças

Há pelo menos um ano, no mínimo três vezes por semana, donas de casa de famílias carentes do município de Paraíso visitam a horta comunitária “Vida e Saúde” para cuidar e trabalhar da plantação de legumes e hortaliças. O nome da horta foi uma iniciativa das próprias donas de casa que entendem que uma alimentação saudável é fator importante para o bem-estar do corpo. Ainda em abril do ano passado, a prefeitura municipal de Paraíso cedeu um espaço de cerca de 2.000 m² junto ao horto municipal para que famílias atendidas pelo Cras (Centro de Referência de Assistência Social) pudessem aproveitar o espaço para cultivar verduras e legumes que servem principalmente para a subsistência familiar. O excedente é comercializado pelas famílias envolvidas na atividade.

De acordo com a assistente social, Denise Basin, no local é plantada alface, beterraba, cebola, alho, ervilha, mandioca, temperos variados, dentre outros. “Os trabalhos da plantação na horta acontecem conforme a estação do ano. Cada vegetal tem sua época certa e é assim que elas trabalham”, destaca. A Epagri do município também contribui para o desenvolvimento da horta comunitária. O extensionista Carlos Airton Paganini explica que o auxílio da Epagri se dá por meio da prestação de assistência técnica voltada para produção orgânica, sem aditivos químicos. “Junto com as famílias, elaboramos uma programação e um planejamento que atende as necessidades para subsistência de todos, já que um grande número de pessoas vai usar as verduras para consumo, tendo em vista que essas famílias são numerosas”, conta.

A dona de casa Neuza Drachaski é uma das responsáveis pelo cultivo das verduras e legumes. Com oito filhos, ela conta que a maioria deles ajuda na manutenção da horta comunitária. “Eles vêm para cá ajudam e veem como funciona e acabam pegando gosto, tanto que, depois do contato, eles passaram a comer mais salada”. A horta, que no começo tinha apenas três canteiros, agora tem dez. Outra dona de casa que também trabalha com as verduras é Marines Machado. Ela destaca que com o início das atividades, a alimentação também melhorou bastante. “Assim garantimos um pouco mais de saúde”, diz. Paganini reforça que a ação é de extrema importância. “A alimentação orgânica à base de vegetais contribui para que as famílias tenham um hábito mais saudável. Além disso, os objetivos são os de incentivar a produção do próprio alimento, pois as famílias carentes tinham perdido esse hábito”.

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