ECONOMIA

Hoje se comemora o Dia nacional da Indústria

Hoje se comemora o Dia nacional da Indústria
Divulgação

Hoje, dia 25 de maio, se celebra nacionalmente o Dia da Indústria, em razão ao patrono da indústria nacional, Roberto Simonsen, que faleceu em 25 de maio de 1948. Atualmente, as indústrias nacionais, bem como os demais setores da economia vem enfrentando uma situação complicada, causada pela pandemia de Covid-19. Ao mesmo tempo, diversas discussões em torno do fechamento de frigoríficos por causa da doença vêm à tona.

No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina alguns frigoríficos foram fechados por reunirem muitos casos da doença. Em todo o Brasil, cerca de 60 frigoríficos em 11 estados estão sendo investigados. No Oeste do estado de Santa Catarina, em Ipumirim, um frigorífico da JBS foi interditado com 86 casos de Covid-19. Deputados catarinenses criticam a atuação da Subsecretaria de Inspeção do Trabalho, vinculada ao Ministério da Economia, que interditou o frigorífico sem comunicar o governo estadual. Dessa forma, a questão de fechamento de indústrias que envolvem a produção de proteína animal, bem como o funcionamento das indústrias catarinenses vem sendo discutida amplamente, e o Folha do Oeste ouviu o representante da Fiesc na região, Astor Kist.

Segundo Kist, a crise afetou as indústrias de forma geral, internacional, nacional e regionalmente. A indústria da região Oeste de Santa Catarina foi menos afetada do que a de outras regiões, pois a economia básica do Extemo Oeste é a agricultura e a agroindústria. De acordo com o representante da Fiesc, o forte no Oeste de Santa Catarina é o setor de proteína animal, com frigoríficos em São Miguel do Oeste, Maravilha, Itapiranga entre outras cidades, que geram a produção e distribuição de carne de aves e suínos. Este setor é considerado propulsor da economia regional.

Destes frigoríficos e das indústrias de lácteos depende toda uma cadeia de integração e fomento agrícola. Quando analisamos os resultados das exportações de carnes observamos que aumentou. Este é um dos poucos setores que teve resultados positivos. Em abrangência regional, os setores mais afetados foram a produção de vestuário, comércio, e serviços em geral. Astor também demonstra preocupação com a economia nacional e em especial da cidade de São Paulo, que, segundo ele, é o "pulmão" da economia do país.

Sobre o fechamento de frigoríficos por casos de Coronavírus, ele diz que não só estes estabelecimentos, mas também qualquer instituição, corre o risco de ter que fechar por uns dias. Astor afirma que a região está muito consciente dos cuidados que são necessários para que isso não ocorra. Caso haja necessidade de algum fechamento temporário isto sempre acarretará em sérios prejuízos.

Para as empresas afetadas, o empresário recomenda cuidados com a saúde financeira dos empreendimentos, com o planejamento e com a parte administrativa. "Plantar os pés no chão e ter cautela, tentando preservar o patrimônio maior que é o humano, tentar manter os empregos, ajudando quem mais precisa" diz. Assim que a economia voltar a caminhar, "as empresas deverão focar na recuperação", recomenda Kist. As indústrias, durante o decreto estadual que proibiu o funcionamento dos serviços não essenciais, continuaram a funcionar com 50% da capacidade e depois voltaram a 100%, portanto, a indústria não foi tão afetada quanto o comércio e os serviços. Os reflexos e perdas percebidos foram indiretos pelo fechamento e a interrupção de serviços e do comércio. O empreendedor prevê que a crise econômica vá, no mínimo, até o ano que vem, para, a partir de então, iniciar uma recuperação. "O país já superou muitas crises e de certeza também sairá desta", afirma Kist.


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