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Hanseníase: a cada ano 45 mil novos casos no Brasil
Na Gerência de Saúde de São Miguel do Oeste são tratados 14 casos
Desde 1954, no último domingo de janeiro se comemora o Dia Mundial de Luta Contra a Hanseníase. A data foi criada com a finalidade de chamar a atenção do mundo para o problema. O Brasil ocupa o segundo lugar no mundo em detecção de casos de hanseníase. No Brasil, são diagnosticados aproximadamente 45 mil novos casos por ano. Apesar de a doença ser considerada um grave problema de saúde pública, Santa Catarina apresenta uma das menores taxa de diagnóstico de casos novos. Atualmente, a Gerência de Saúde de São Miguel do Oeste mantém em tratamento 14 casos, envolvendo sete dos 22 municípios de sua abrangência. “Queremos acreditar que todos estão empenhados em fazer busca ativa de sintomáticos, e que não sejam municípios silenciosos”, destaca a enfermeira do setor de Epidemiologia da Gerência de Saúde, Dila Pozzatti.
De acordo com a enfermeira, a hanseníase é uma doença que tem tratamento e cura. Segundo a profissional, quanto mais cedo forem feitos o diagnóstico e o tratamento correto da hanseníase, mais fácil será curar as pessoas sem deixar marcas e sem prejudicar suas vidas. O diagnóstico tardio pode deixar sequelas graves e incapacitantes. “Temos que mudar a história da hanseníase, deixar o preconceito de lado e trabalhar para que a descoberta seja o mais precoce possível. Isso depende de todos os profissionais de Saúde passarem informações corretas sobre a doença, além de os sinais e sintomas deverem ser observados”, alerta a enfermeira.
Um levantamento inédito do Ministério da Saúde revelou a redução de 27,5% no total de casos novos entre 2003 e 2009. No mesmo período, o número de serviços com pacientes em tratamento de hanseníase aumentou em 45,9%. Entre os dias 25 e 31 de janeiro, o Ministério da Saúde veiculou na mídia a campanha Saúde é Bom Saber, com o foco na hanseníase. O objetivo foi estimular a população a procurar unidades de Saúde que fazem o diagnóstico e o tratamento da doença. Quanto mais cedo se identifica, menores são as chances de sequelas.
DOENÇA
A doença é transmitida por meio das vias respiratórias em forma de tosse ou espirro. A principal fonte de transmissão da doença é o próprio doente que ainda não recebeu tratamento medicamentoso. O Ministério da Saúde alerta que a hanseníase não se transmite por meio de abraços, aperto de mão nem carinho. Em casa ou no trabalho, não é necessário separar roupas, pratos, talheres ou copos.
A doença atinge a pele e os nervos dos braços, pés, olhos, das mãos, pernas, orelhas, do rosto e nariz. O tempo entre o contágio e o aparecimento dos sintomas é longo e varia de dois a cinco anos. É importante que, ao perceber algum sinal, a pessoa com suspeita da doença não se automedique e procure imediatamente o serviço de Saúde mais próximo.
A doença pode causar deformidades físicas, evitadas com o diagnóstico precoce e o tratamento imediato, disponíveis no Sistema Único de Saúde. O tratamento pode durar de seis a 12 meses, se seguido corretamente. Os comprimidos devem ser tomados todos os dias em casa e uma vez por mês no serviço de Saúde. Também fazem parte do tratamento os exercícios para prevenir as incapacidades e deformidades físicas, além das orientações da equipe de Saúde.
SINTOMAS
- Uma ou mais manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo e áreas da pele que não coçam, mas formigam e ficam dormentes, com diminuição ou ausência de dor, da sensibilidade ao calor, ao frio e ao toque;
- Caroços e inchaços no corpo, em alguns casos avermelhados e doloridos;
- Engrossamento do nervo que passa no cotovelo, levando à perda da sensibilidade e/ou diminuição da força do quinto dedo;
- Dor e sensação de choque, fisgadas e agulhadas ao longo dos nervos dos braços, pés, das mãos e pernas;
- Áreas com diminuição dos pelos e do suor;
- Cortar-se ou queimar-se sem sentir dor.
Barra Bonita promove
campanha contra Hanseníase
Nesta última semana do mês de janeiro, a Secretaria Municipal de Saúde de Barra Bonita promoveu a “Semana de orientações sobre a Hanseníase”. O dia 30 de janeiro simboliza o Dia Mundial de Combate à Hanseníase. Para tanto, nesta semana foi realizada a entrega de panfletos e orientações à população a respeito da doença. Além disso, foi montado um mural sobre a doença na Unidade Central de Saúde.
Conforme a responsável pela notificação da doença no município, Viviane Vizzotto, a hanseníase atinge a pele e os nervos dos braços, pés, olhos, das mãos, pernas, orelhas, do rosto e nariz. De acordo com ela, o tempo entre o contágio e o aparecimento dos sintomas é longo, podendo variar de dois até 10 anos. “A hanseníase pode causar deformidade física, que podem ser evitadas com o diagnóstico no início da doença e o tratamento imediato. Assim que aparecer algum sintoma, a unidade de Saúde deve ser procurada o quanto antes. Barra Bonita não possui nenhum caso, mas mesmo assim estamos orientando a população”, explicou Viviane.









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